sounds good do dia: Father John Misty

Não sei nada sobre esse cara ou banda. O vídeo caiu assim, aleatório na minha timeline do Vimeo. Mas puxa, como é bom.. Quem achar o CD pra download compartilha comigo?

deprê


Ilustra do Ian Caulkett para banda The Charlatans.

sobre aquele por do sol que não precisava ser fotografado

Sábado foi dia de sofrer na rua. Eu precisava de uma cadeira de trabalho nova porque a que tenho estava me causando sérios problemas nas costas. Com a proximidade da entrega do TCC e o aumento de horas na frente do computador, não dava mais para adiar.

O ’sofrer’ vem de duas situações aborrecidíssimas para mim:
- Detesto lugares fechados com muita gente. Fato que fim de janeiro, época de liquidações, as lojas estariam lotadas de gente se batendo com os carrinhos, andando naquele passo de lagartixa e brigando pela bandeja flexível cor tabaco. No meu mundo ideal todas as lojas abririam 24h e eu frequentaria elas depois da meia noite para evitar filas e multidões. Enquanto isso não acontece o jeito é me estabacar com todo mundo e sem fazer cara feia pra não ser destratada pela atendente.

- São Paulo não sabe que é verão e ainda não parou de fazer chover. Tem coisa mais mongol que sair pra rua num dia que a chuva te desafia a ficar em casa assistindo filme, quentinha debaixo de um edredon? Não tem. Eu, mongol, me empacotei e sai.

Fui em uma loja, depois outra, comparei preços, voltei pra uma e comprei a bendita cadeira, bem boa por sinal. No caminho de volta, o preto dirigindo e eu zoando antecipadamente a incapacidade dele montar aquela cadeira, comentei que a chuva sumiu magicamente e numa curva qualquer nos deparamos com um belíssimo fim de tarde paulista. O céu alaranjado, amarelo e rosa, muito rosa. Delirei. Na mesma hora puxei o celular e comecei a tentar focar o céu com o carro em movimento na tentativa de fotografar aquela maravilha e compartilhar no Twitter e Facebook. Tento, tento, quase peço pra parar o carro e nada. Não tinha filtro certo que entregasse a beleza daquele céu. Desisti usando uma frase do preto: “Essa fica pro HD da vida”.

Hoje o Lou me manda um texto excelente de quem passou por situação semelhante e deixou a ficha cair:

Last week, I drove to Pacifica, a beach community just south of San Francisco, where I climbed a large rocky hill as the sun descended on the horizon. It painted a typically astounding California sunset across the Pacific Ocean. What did I do next?

What any normal person would do in 2011: I pulled out my iPhone and began snapping pictures to share on Instagram, Facebook and Twitter.

I spent 10 minutes trying to compose the perfect shot, moving my phone from side to side, adjusting light settings and picking the perfect filter.

Then, I stopped. Here I was, watching this magnificent sunset, and all I could do is peer at it through a tiny four-inch screen.

“What’s wrong with me?” I thought. “I can’t seem to enjoy anything without trying to digitally capture it or spew it onto the Internet.”

[Nick Bilton - na Bits]

Pois é. O tempo perdido procurando o ângulo, foco e filtros perfeitos me fizerem perder minutos preciosos de um dia que foi inteirinho cansativo mas que de brinde me mostrou um belo por-do-sol.

Normalmente não compartilho muito do que me acontece com o mundo mas sei que perco algumas coisas tentando guardar nem que seja só para mim. Audio de conversas de bar com amigos, fotos de passeios e aquela leseira mor de tentar tuitar o comentário engraçado (alheio, claro).

Pensando bem, a gente não precisa disso, né? A foto/comentário vai ficar lá na timeline alheia por 5 segundos e depois some, engolida pelo mundo de outras informações, todas igualmente relevantes e passageiras. Daqui pra frente vou tentar registrar menos e vivênciar mais. Como antigamente, sabe? Quando não existiam tantos gadgets nos distraindo das boas experiências e convivência com outras pessoas.

P.S.: Mordi a língua. Acordei domingo de manhã e a cadeira estava montadinha, sem parafusos sobrando. Diz ele que foi fácil.. ;)

sobre música

Enquanto estudo ou trabalho preciso ouvir música. Me ajuda a concentrar.

Hoje abri o Itunes, busquei por ‘pla’, acionei o shuffle e agora estou ouvindo um loop maluco entre Placebo, Coldplay, Jefferson Airplane, Planet Hemp e outras esquizofrenices como Nirvana (on a plain), Radiohead (everything in its right place) e The Walkmen (dond está la playa).

Ah sim, aqui ainda se bloga.
Quando dá na teia, eu volto.

o herói de Miguel Endara

segundo Miguel Endara, foi desenhado com 3,2 milhões de pontos de tinta de caneta.

Um exercício lindo de paciência e técnica.
A música do vídeo é Noctuary, do Bonobo.
[shareado no facebook]

design de botão

Mr Button by John Caswell Design - adds a little character to an object that often goes unnoticed.

Não dá pra ser mais fofo que isso, não é, meu povo? ;)

perfil


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o perfeccionismo de Hiroyuki Izutsu.

meu beatles predileto

beatles

~foto do lou

da série: eu te amo, casa alheia

Sou meio cética com decorações que mostram coisas no chão, empilhadas ou só encostadas na parede. Tá que parece bonito e despojado, mas vamos combinar que prático não é. Imagina a trabalheira na hora de limpar o chão!?

Cobicei a mesa de trabalho e a cama.
Também acho bonito paredes peladas assim.

quando eu perdi todas as músicas do meu ipod eu..

perdi o sono.

Era quase meia noite quando fui para cama, fracassada, depois de ter gasto as últimas duas horas derretendo o cérebro em busca de qualquer link que explicasse como reverter aquilo. Achei muita gente passando pelo mesmo problema, desistindo, sincronizando ou resetando. Resetar? Então é isso? Tudo está perdido? Mas os arquivos estão ali, eu tô vendo a barrinha amarela cheia, tem que ter como tirar!

Não tinha.

4G de música. Não é muita coisa, o ipod também não é. Foi presente de um ex-peguete e já era usado. Um dia reagi a um assalto por causa dele e a gente ficou amigo desde então. Mas isso não vem ao caso. O Ipod tá bem, a culpa é do Itunes.

No dia que perdi todas as músicas do meu ipod eu também chorei.

É patético, eu sei. Mas é música. A gente acha que não é muita coisa mas é. Deve existir alguma explicação cósmica e bonita para essa nossa ligação com música.. Eu não sei. Sei que as que estavam ali não eram trocadas ha muito tempo. Estou numa fase de ouvir sempre as mesmas e aquelas eram bem antigas. The Smiths, The Cure, Beatles, o primeiro do Gorillaz, Marina & The Diamonds para trabalhar, Lykke Li para andar sozinha, as playlists da última festa aqui em casa e outras soltas.

Mas tudo bem. Os CDs que estavam lá são o de menos. Alguns estão salvos no HD, outros em CDs de backups, a maioria se encontra facilmente para baixar. Vai dar um certo trabalho, mas recuperá-los é possível. Todo o chororô foi por causa de uma única playlist.

Jansen me fez a tal na primeira vez que fui assistir aula da pós em Curitiba e estabeleceu o hábito de me fazer uma lista todo mês, para cada uma das vezes que eu fui, desde 2009.

Aquela era especial porque foi a primeira e porque tinha as músicas que melhor combinavam com meu estado de espírito por estar viajando. Era enorme, como todas as playlists do preto são, e por ser assim, tão grande, tinha faixas que combinavam com o sono da ida e a cabeça cheia de idéias da volta. As vezes uma nova lista não me agradava muito e eu sempre voltava para aquela. Era também a playlist que eu ouvia quando estava sozinha em casa. Quem ouve música sozinho em casa sabe o que isso significa.
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Em algum ponto eu também desisti, resetei e assisti, sofrida, a barrinha amarela ficar menor até sumir. Ipod zerado. Aquelas músicas, naquela sequência, perdidas pra sempre.

Um outro dia pesquiso e escrevo sobre a relação de dependência que desenvolvemos por certos artefatos, como isso altera nossa percepção da realidade e outras coisas racionais relacionadas ao assunto. Hoje vou passar o dia navegando por entre as 730 páginas de faixas tocadas no meu Last.fm buscando aquelas que eu gostava.

Deprê, deprê..

não é difícil amar

Enrolando o máximo possível antes de sair pra rua, ficamos horas apenas ajustando a sintonia que gostamos de ter. Um tipo de período de assimilação necessário a cada encontro, procurando saber se a pessoa que estamos buscando ainda está lá, se ela ainda é aquela que quero, se ainda me quer. Enquanto não conseguimos fazer isso, ainda não estamos prontos. Um episódio de Louie e uma mordida. Incansáveis perguntas e respostas. Vamos sair, agora sim. Tinha acabado de anoitecer.

~ Renmero deixando acontecer em mais um texto épico ;) [continue lendo]
~ foto de Sofia Ajram.

falo ou não falo?

Não sei o que é melhor, se as tiras do Marco:

Ou os comentários que fazem em algumas delas. Transcrevo:

Anônimo disse…

Notei que em suas tiras, piadas com pênis são recorrentes. Por quê essa fixação com pintos? Seria para causar impacto? Seria um tipo de humor que ninguém ousou fazer até agora? Ou apenas uma obsessão doentia?

E o autor ainda responde! ;P
Assinem o feed, vá. Sem arrependimentos.

pra que tanto?

Não importa a lista que eu faça, Pedro Jansen sempre traz mais uma lata de extrato de tomate do supermercado. E não, nessa casa ninguém faz tanto macarrão ou cachorro-quente. Nada justifica. Ele só acha que tem que trazer e traz.

Tô jogando fora os vencidos, amor ;*

Catarinices

Pediu um contrabaixo no natal . Comprei. Lembrei que precisava de uma capa para proteger o instrumento, de um cabo extra, de um amplificador, de uma faixa para segurar o bicharoco. Ela só se preocupava se ele era bonito ou não. Tonta, pensei. É preto e bonito. Ela ficou feliz. Tonto, todos pensaram.

uma coisa linda de se compartilhar: Catarinices.
download do livro que o Zander escreveu para a filha Catarina. fofo, fofo todo.

Alucinações táteis

(…) Um paciente delirante crônico sentia que seu cérebro estava infestado de germes, os quais, esporadicamente, escorriam-lhe pelo nariz. Neste caso uma Alucinação Tátil Cenestésica. Outro queixava-se de inúmeros percevejos que furavam-lhe a pele o tempo todo. Era um portador de Delirium Tremens, e, inclusive, mostrava os insetos que conseguia apanhar para o médico (o qual, evidentemente, não os via). Trata-se de Alucinações Táteis puras. Outro, já idoso, que sabia ter seus pulmões corroídos por vermes provenientes de carne suína, tossia seguidamente e vivia submetendo-se a freqüentes exames de raios X. Neste último caso, uma Alucinação Cenestésica pura.

~ Alucinações Táteis. Percepção e Realidade - Cognição
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as coisas que estudo madrugada adentro..