Monthly Archive for January, 2008

J´adore la musique française

Em visita ao blog da Vivs Tiemi inspirei-me a compartilhar algumas “experimentações musicais” e vasculhando centenas de álbuns percebi que acima de qualquer outra a música francesa, mesmo não sendo a mais presente, é definitivamente a que mais me proporciona palpitações agradáveis.
E pra justificar o bem querer posso citar pelo menos 3 influências:

* a lembrança de meus pais dançando La Vie en Rose descalços e apaixonados na sala de casa;
* o “acaso” da escolha do nome Sabine, que é francês, por D. Maria Lucia (vulgo mãe-baixinha-invocada)
* e a ligeira coincidência de que todo candidato a genro de meu pai foram amantes da língua de Oscar Wilde e terem me dedicarem do Je t’aime ao joyeux anniversaire. ;)

Mas vamos as músicas:
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Francoise Hardy
Francoise (adoro este nome!) começou a compor e cantar aos 17 anos e não parou mais. É dona de uma voz calma e melodiosa, quase uma canção de ninar. Eu a conheci assistindo ao filme “As Invasões Bárbaras“, de Denys Arcand e L’Amitie faz parte da trilha sonora.

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Edith Piaf

Pequena, tímida e sempre de preto, Edith cantava a tragédia da vida e de seus intensos casos de amor e com isso era absolutamente adorada nos salões franceses. Dona de uma voz que mais parece o ronronar rouco de um gato, não precisou de muito esforço pra ganhar meu coração.

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Nouvelle Vague

A Banda Nouvelle Vague é um “coletivo musical” francês (segundo a wiki) que não compõe. Mas isso de fato não a desmerece pois eles conseguem fazer com que covers de sucessos do punk rock da década 80 sejam tão bons quanto os originais (em alguns casos beira a superação) Vocais femininos, delicados e estilizados a la bossa nova.

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Noir Desir

Noir Desir é pop rock da década de 80. O que foi que aconteceu para soar completamente novo para mim uma banda que tem praticamente a minha idade, eu não sei. ;P Mistura um vocal arranhado com arranjos gostosos, que me remetem imediatamente ao tempo dos bordéis franceses, com suas mulheres voluptuosas e taças de absinto.

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Emilie Simon

Emilie faz a linha infantil: voz fina, sussuros e trejeitos dengosos combinados a sons de brinquedos. Não é para todas as ocasiões, mas vale a pena conhecer.

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Músicas francesas são convites ao romantismo, ai ai…

adieu, Heath Ledger

Heath Ledger

Heath Ledger, ator de performaces intensas em filmes como Candy e Brokeback Mountain e atualmente no papel que valeria uma vida, o Coringa em The Dark knight (ainda não lançado aqui no Brasil), foi encontrado morto num apartamento em NYC. Sozinho, nu e cheio de tranquilizantes, nenhuma nota de despedida ou sinal de violência. Talvez por isso ainda se especulem se foi suicídio ou overdose pura e simplesmente.

Eu sinto muitíssimo, realmente. Não só pela morte de um cara de 28 anos ainda, marido e pai. Ou pela perda de um ator em ascensão, no seu melhor momento de carreira, na sua melhor forma. Sinto pela perda em si. Pela ida de alguém que eu admirava e que fará falta ao cinema.
É isso.

links já atualizados
imdb: http://www.imdb.com/name/nm0005132/bio
wiki: http://en.wikipedia.org/wiki/Heath_Ledger

fonte: The New York Times

blogando, sabine?

E é num dia em que não consigo pensar em nada de útil, que não consigo produzir bem ou me concentrar que escolho para colocar o primeiro post deste blog.

Este não vai ser um blog temático, por mais que eu tente. Talvez no decorrer destes meus últimos meses de estudos (formatura em setembro), projetos e seminários na faculdade eu consiga produzir algum conteúdo autêntico e interessante e o publique aqui. No mais, assuntos sobre web design, arquitetura de informação, design de interação, web standards, user experience e outras infinitudes do gênero já são tão obrigatórios e repetitivos no meu dia a dia que pretendo deixa-los fora daqui.

Blog. Mas o que diabos eu estou fazendo blogando novamente? Eles não funcionam comigo, nunca funcionaram! E por vários motivos, entre eles, o fato de que “blog” no meu sub consciente é sinônimo de “meu querido diário”. Até me lembro de uma vez ter conversado com Nando Rocha e termos chegado a conclusão de que não voltávamos com blogs porque não conseguimos falar de coisas técnicas, profissionais e impessoais como tantos outros espalhados na web. Ambos abríamos blogs cheios destas “boas intenções” mas acabávamos invariavelmente falando de nós mesmos.

Bem, ele tomou coragem e reabriu o dele. E eu estou aqui hoje, me metendo a besta. Vamos ver no que vai dar.