Achei show a brincadeira, que aos poucos tá se transformando num verdadeiro viral! Já vi do blog do Lou, da Vivs, da Dani, que por sua vez viu no blog da Frufru, que viu no da Cris e por aí vai..
Fiz tudo certinho: escolhi o nome da banda e o nome do cd como manda as regras do jogo. Mas na hora da foto, bem.. eu preciso admitir que trapaceei. É que definitivamente não dá pra ter um álbum chamado “dividindo e compartilhando isto” com a imagem que primeiro saiu pra mim. Tive que apertar o reload.
Ingredientes
1 pão italiano redondo
150 gramas de queijo gorgonzola
1 copo de requeijão cremoso
1 lata de creme de leite
orégano a gosto
Modo de preparo
Numa panela e em fogo baixo juntar o queijo e o requeijão mexendo sempre até obter um creme. Depois juntar o creme de leite mexendo sempre e não deixar ferver.
Abrir uma tampa no pão italiano retirar um pouco do miolo e colocar o creme.
Levar ao forno pré-aquecido 180º embrulhado em papel alumínio.
Servir quente e com vinho tinto para acompanhar.
Considerações:
* Augusto comprou um pão italiano comprido. Na receita original não fala, mas tem que ser pão “bolinha” para ficar como se fosse uma tigela.
* Eu digo: “Gusto, corta uma tampinha do pão pra derramar o recheio”. O que Gusto faz? Divide o pão ao meio. Nem preciso dizer que transbordou e melecou um bocado, né?! ¬¬
* A receita original também não dizia quanto tempo deveria ficar no forno. Eu deduzi uns 10, 15 minutos e deixei. Não vi “grandes” diferença, além do fato (óbvio) de ter aquecido tudo por igual.
Resultado:
Ficou di-vi-no!
Apesar de não ter sido feito usando o pão certo o miolo dele absorve parte do creme e a casquinha crocante sustenta sem derramar. Já o creme fica leve e sutil, apesar do gosto forte do gorgonzola. Devoramos com uma garrafa de vinho tinto barato, but who cares?
Franz comentou: - (…) A beleza de Nova Iorque tem uma origem completamente diferente. É uma beleza involuntária. Nasceu sem que houvesse intenção por parte do homem, um pouco como uma gruta de estalactites. As formas, feitas em si mesmas, se encontram por acaso, sem nenhum plano, em improváveis vizinhanças onde brilham de repente numa poesia mágica.
Sabina disse: - A beleza involuntária. É isso mesmo. Poder-se-ia dizer também: a beleza pelo engano. Antes de desaparecer totalmente o mundo, a beleza existirá ainda por alguns instantes, mas por engano. A beleza por engano é o último estágio da história da beleza.
Pensava em seu primeiro quadro de sucesso: por engano, havia escorrido sobre ele um pouco de tinta. É, seus quadros eram feitos com a beleza do erro e Nova Iorque era a pátria secreta e verdadeira de sua pintura.
Esse trecho me lembrou outra coisa: há algum tempo atrás, eu e Augusto pintávamos camisetas durante horas num quartinho quente e apertado no quintal de casa. Numa noite qualquer, em véspera de uma exposição que participaríamos, esbarramos sem querer o corpo sujo de tinta numa camiseta pronta. Na mesma hora pensamos: “F*deu! Perdemos a camiseta”. Então, num estalo, surgiu a idéia de respingar mais tinta daquela mesma cor na camiseta, dando um ar de “ah, essa mancha está aí de propósito. Somos artistas“. Fizemos isso em todas, deixamos secando no varal, desligamos a luz e no dia seguinte levamos para exposição.
Resultado: naquele dia Bethânia foi nosso maior sucesso de vendas.
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Esse post inaugura uma nova categoria, inspirada por um post da Liv Brandão, que por sua vez foi inspirado pelo blog de Bruno Galera: Trechos Sublinhados. Percebi que eu, assim como eles, também já destaquei muitas páginas, parágrafos e frases soltas que por qualquer motivo tenham me emprestado significado naquele momento da leitura. Interessante que o fenômeno não se restringe somente aos livros, mas também a filmes, letras de músicas e até diálogos despretensiosos pelos IM da vida.
Então a partir de hoje essas “pérolas” ficam armazenadas na categoria “trechos inesquecíveis“, já que minha cabecinha não consegue comportar todas elas sem considerável perda de conteúdo.
Sábado assisti a pré-estréia do filme XXY, da cineasta argentina Lúcia Puenzo, que foi indicado ao oscar de melhor filme estrangeiro e recebeu o prêmio da semana da críticas em Cannes.
O filme conta a história de Alex - nascida entre os dois sexos, mas criada pelos pais como mulher - a partir do momento em que ela decide deixar de lutar contra a evolução natural do corpo e traços masculinos vão aparecendo, e como sua família e o mundo convivem com o fato de que não há nada que se possa fazer a respeito.
Para mim Alex é mulher do início ao fim do filme, mesmo tendo quebrado o nariz do melhor amigo numa briga e outras cositas más (que não vou contar pra não estragar a surpresa). Ela é forte diante da fragilidade da sua situação, decidida de seus desejos sexuais, cheia de charme para conseguir o que quer e incrivelmente capaz de render amores apesar de todas as diferenças. Se estas não são características pra lá de femininas, eu também devo estar no corpo errado.
Mas preciso alerta-los de que é um filme de meio de estória. Daqueles que o primeiro diálogo não te diz nada e o último não te avisa que acabou, sabe? Filmes “de meio” são os meus prediletos. Gosto da sensação de ter entrado na metade da sessão e sair de lá carregando aquele pedaço de coisa sem desfecho, tentando adivinhar o que pode ter acontecido com os personagens depois que as luzes acenderam. Filmes como este me fazem companhia até eu adormecer.
[update]: Vibrei pela música escolhida para esse comercial. Depois de muito trabalho eis que descobri a dona dessa maravilhosa voz, Little Annie Anxiety Bandez. E não é que essa alma abençoada disponibiliza as músicas para download no site dela? Essa vai pro céu, com certeza.
“Once I had a strange love,
a mad sort of insane love,
a love so fast and fierce I thought i’d die..”
Esse trecho não sai da minha cabeça.
Esta semana tive a chance de experimentar algo novo.
Quarta-feira passada o coordenador do meu curso na faculdade, também professor de arquitetura da informação, me convidou a ministrar uma aula para a turma do 2º período. Sugeriu o tema, disse o horário e só. O resto era por minha conta.
Assunto: Card Sorting. Pesquisei bastante e acho que elaborei um bom material. Não bolei nada muito detalhado porque afinal, o pessoal está começando agora. Mas pensei em dinâmicas e imagens que pudessem envolver a turma. Tudo planejado e ensaiado, mas entrei na sala de aula tremendo da cabeça aos pés.
Eu explico: o curso Sistemas para Internet tem foco principal em programação e design. Com isso forma turmas e mais turmas de “ferramenteiros”, profissionais voltados a realizar tarefas e não a pensar ações. Sim, é uma crítica. Já comentei isso com professores e outros colegas de sala. Podia ser diferente, o mercado espera essa diferença, mas mudanças não são tão fáceis de implantar em instituições religiosas.
Então que eu esperava uma turma distraída, aborrecida com os sapatos encharcados da chuva que caía lá fora e se perguntando por que não estavam quentinhos em casa, brincando com seus games (sim, alguns deles são altamente ensino-médio life style).
Mas para minha surpresa, eu ganhei a turma.
Ganhei mesmo, sabe? Consegui que eles participassem, questionassem e se divertissem. Não de imediato, mas na dinâmica de grupo. Apliquei o modelo aberto de Card Sorting, que dá mais espaço pra experimentações e deixei fluir. Da dinâmica ao final da apresentação tive a atenção e participação de todos e o resultado não poderia ter sido melhor. E sei que foi tão bom porque a turma quis fazer parte. E me ajudaram tanto quanto acho que os ajudei.
A maioria vai continuar procurando especialização em programação ou design, mas não importa. Se eu tiver conseguido converter pelo menos um a pesquisar mais sobre conceitos para web, ou a ter mais interesse por arquitetura da informação então valeu muito a pena.
Minha primeira experiência como “professorinha” só me rendeu sorrisos.
Então que toda a graça da viagem está no pós-curso!
Na sexta, dia 14, saímos todos para comer uma bela massa com Gustavo Jreige (que meu subconsciente sequelado decidiu chamar de “Gustavo Jéiri”, por qualquer motivo dele e só dele). Descobri que o Conjunto Nacional é um lugar onde eu moraria fácil, tamanha a quantidade de coisas que eu adoro num mesmo lugar. Livraria Cultura, cinema alternativo, galeria de arte e restaurante italiano, que mais eu quero na vida? Neste dia voltamos pro quarto eu, Bressane e Simone cheios de latinhas de sminorf ice. Bebida de mulherzinha, eu sei, mas é que estávamos iniciando Bressane no mundo do álcool.inhamos que ir devagar.
Sábado era o dia do #coffeecamp, certo? Saímos do curso e pegamos uma carona com Eder e chegamos cedo no Hotel. Eu e Simone nos arrumamos rapidinho que o Zander estava esperando e lá fomos nós. Cheguei na Starbucks babando na decoração do lugar! (Tá, eu sou lesa e aqui não tem Starbucks. #prontofalei) Vivs e Gabriel já nos esperava e um pouco depois chegaram Markun, Mafra, Adriano, Jeff Paiva e outros (a lista é enorme!)
@markun, @vivstiemi, @bressane e @zander_cp
Daqui pra frente eu vou tentar resumir: Alguém puxou a conversa sobre cerveja. Falavam sobre todos os tipos e sabores, discutindo qual a “mais isso” e a “mais aquilo”. Eu participo pouco porque afinal, comparado a eles, eu conheço lhufas sobre cerveja. Mas num determinado momento Zander me pergunta com toda a seriedade que o momento propunha: “Sabine, você acredita em deus?” Foi então que eu percebi que o assunto era sério. Diante do rosto questionador e da pergunta tão solene, fiz a única coisa certa que podia fazer: ajoelhei-me aos pés dele e esperei o batismo, porque estava claro que todas as minhas crenças seriam colocadas a prova! Foi quando ele decretou:
- “Café? Não, café não! Chama todo mundo! A gente vai pro Asterix batizar a Sabineas. Ela vai tomar Guiness!”
Eu? Não disse nada. O que eu podia dizer? Há muito que eu já tinha entregado nas mãos de deus.
Chegando ao tal Bar Asterix e depois de uma pequena batalha para conseguir cadeiras conseguimos a primeira rodada de Guiness. Zander e Jeff Paiva negociando com o garçom e o restante do pessoal chegando, bebendo e twittando. Foi assim que o #coffecamp virou um encontro inesperado entre #nob e #botecamp. Naquela noite eu conheci pessoalmente Felds, Lou Martins e a linda Danidani. Jeff Paiva e Markun me enchendo de atenções me deixaram vermelha e sem graça. Eu e Marco Gomes praticamente continuamos amigos virtuais, tamanha a pressa com que ele chegou e saiu(sim, mocinho. Isso é uma reclamação!). Já eu e Fugita discutimos desde desenhos animados até possíveis propostas de casamento.
Estes e muitos outros fizeram da minha viagem algo definitivamente superior as minhas expectativas.
Não é a melhor foto.. mas era a melhor mesa!
Ah! Meu batismo foi devidamente feito e gravado! (Simone ainda me manda o vídeo. Tenho fé que manda.) Eu não saberia descrever a noite. Foram tantas conversas, tantas pessoas incríveis, tantas descobertas e aquele desejo enorme de ficar ali, de ser dali, de conviver com eles todos os dias. Eu sentia o calor da mesa e o frio da noite e estava bem, cercada daqueles estranhos conhecidos que me faziam morrer de rir e me envergonhar do meu deslumbre bobo, coisa de turista mesmo.
São Paulo amanheceu no domingo seguinte cinza e tristonha, como eu. Me despedi de Simone enquanto ela ainda dormia com uma máscara de vaquinha engraçada. Entrei no táxi e puxei conversa com o taxista pra não ficar olhando a cidade, com aquela sensação de despedida. Bressane silencioso durante o trajeto só me ajudava a manter o coração mais apertado.
Entrei no avião, sentei sozinha na fileira de 3 lugares, ainda na janela. O avião taxiou pela pista, pegou velocidade, levantou vôo. De certa altura eu vejo São Paulo pela janelinha e os olhos enchem de lágrimas. A sensação era a de quem está indo embora de casa. A cidade continuava mergulhada na neblina e no frio. Propagandas, os trocentos prédios, a poluição visual, tudo aquilo que a gente ouve falar de negativo sobre São Paulo naquela hora me pareciam ainda mais convidativo. Com os olhos assim brilhando me lembrei das conversas da noite anterior, das pessoas que conheci, da expectativa criada, da conta mais alta de toda minha vida e comecei a rir. Caramba, como eu estava feliz. Eu queria trazer algo de valioso daquela viagem, mas não esperava voltar com tanto. Na carteira cartões de visita que matariam de inveja qualquer colega de faculdade. No peito as lembranças que me matarão de saudades até o dia em que eu puder voltar pra ficar.
.. e eu tô ficando sentimental demais!
Quanto tempo pra chegar Outubro, hein? Ai que demora..
[update]
Pronto, finalmente postado o resto da viagem. Agora Lou me deixa dormir em paz. rsrs
Este é meu segundo e ultimo post gigante, prometo.
Fotos desse dia no meu flickr ou em vários outros. Pesquise “nob” ou “botecamp” por lá e divirta-se!
O vídeo saiu!!!! (tá escuro mas tá valendo. dá pra me ouvir sendo boboca e o Zander se divertindo com isso. ;P