

Gosto do tratamento de imagens da Face it.
Esta semana tive a chance de experimentar algo novo.
Quarta-feira passada o coordenador do meu curso na faculdade, também professor de arquitetura da informação, me convidou a ministrar uma aula para a turma do 2º período. Sugeriu o tema, disse o horário e só. O resto era por minha conta.
Assunto: Card Sorting. Pesquisei bastante e acho que elaborei um bom material. Não bolei nada muito detalhado porque afinal, o pessoal está começando agora. Mas pensei em dinâmicas e imagens que pudessem envolver a turma. Tudo planejado e ensaiado, mas entrei na sala de aula tremendo da cabeça aos pés.
Eu explico: o curso Sistemas para Internet tem foco principal em programação e design. Com isso forma turmas e mais turmas de “ferramenteiros”, profissionais voltados a realizar tarefas e não a pensar ações. Sim, é uma crítica. Já comentei isso com professores e outros colegas de sala. Podia ser diferente, o mercado espera essa diferença, mas mudanças não são tão fáceis de implantar em instituições religiosas.
Então que eu esperava uma turma distraída, aborrecida com os sapatos encharcados da chuva que caía lá fora e se perguntando por que não estavam quentinhos em casa, brincando com seus games (sim, alguns deles são altamente ensino-médio life style).
Mas para minha surpresa, eu ganhei a turma.
Ganhei mesmo, sabe? Consegui que eles participassem, questionassem e se divertissem. Não de imediato, mas na dinâmica de grupo. Apliquei o modelo aberto de Card Sorting, que dá mais espaço pra experimentações e deixei fluir. Da dinâmica ao final da apresentação tive a atenção e participação de todos e o resultado não poderia ter sido melhor. E sei que foi tão bom porque a turma quis fazer parte. E me ajudaram tanto quanto acho que os ajudei.
A maioria vai continuar procurando especialização em programação ou design, mas não importa. Se eu tiver conseguido converter pelo menos um a pesquisar mais sobre conceitos para web, ou a ter mais interesse por arquitetura da informação então valeu muito a pena.
Minha primeira experiência como “professorinha” só me rendeu sorrisos.
(abaixo o slide da apresentação)
500 anos de imagens femininas retratadas em pinturas.
Vi no Saatchi Gallery.
Então que toda a graça da viagem está no pós-curso!
Na sexta, dia 14, saímos todos para comer uma bela massa com Gustavo Jreige (que meu subconsciente sequelado decidiu chamar de “Gustavo Jéiri”, por qualquer motivo dele e só dele). Descobri que o Conjunto Nacional é um lugar onde eu moraria fácil, tamanha a quantidade de coisas que eu adoro num mesmo lugar. Livraria Cultura, cinema alternativo, galeria de arte e restaurante italiano, que mais eu quero na vida?
Neste dia voltamos pro quarto eu, Bressane e Simone cheios de latinhas de sminorf ice. Bebida de mulherzinha, eu sei, mas é que estávamos iniciando Bressane no mundo do álcool.inhamos que ir devagar.
Sábado era o dia do #coffeecamp, certo? Saímos do curso e pegamos uma carona com Eder e chegamos cedo no Hotel. Eu e Simone nos arrumamos rapidinho que o Zander estava esperando e lá fomos nós. Cheguei na Starbucks babando na decoração do lugar! (Tá, eu sou lesa e aqui não tem Starbucks. #prontofalei) Vivs e Gabriel já nos esperava e um pouco depois chegaram Markun, Mafra, Adriano, Jeff Paiva e outros (a lista é enorme!)
@markun, @vivstiemi, @bressane e @zander_cp
Daqui pra frente eu vou tentar resumir: Alguém puxou a conversa sobre cerveja. Falavam sobre todos os tipos e sabores, discutindo qual a “mais isso” e a “mais aquilo”. Eu participo pouco porque afinal, comparado a eles, eu conheço lhufas sobre cerveja. Mas num determinado momento Zander me pergunta com toda a seriedade que o momento propunha: “Sabine, você acredita em deus?” Foi então que eu percebi que o assunto era sério. Diante do rosto questionador e da pergunta tão solene, fiz a única coisa certa que podia fazer: ajoelhei-me aos pés dele e esperei o batismo, porque estava claro que todas as minhas crenças seriam colocadas a prova! Foi quando ele decretou:
- “Café? Não, café não! Chama todo mundo! A gente vai pro Asterix batizar a Sabineas. Ela vai tomar Guiness!”
Eu? Não disse nada. O que eu podia dizer? Há muito que eu já tinha entregado nas mãos de deus.
Chegando ao tal Bar Asterix e depois de uma pequena batalha para conseguir cadeiras conseguimos a primeira rodada de Guiness. Zander e Jeff Paiva negociando com o garçom e o restante do pessoal chegando, bebendo e twittando. Foi assim que o #coffecamp virou um encontro inesperado entre #nob e #botecamp. Naquela noite eu conheci pessoalmente Felds, Lou Martins e a linda Danidani. Jeff Paiva e Markun me enchendo de atenções me deixaram vermelha e sem graça. Eu e Marco Gomes praticamente continuamos amigos virtuais, tamanha a pressa com que ele chegou e saiu(sim, mocinho. Isso é uma reclamação!). Já eu e Fugita discutimos desde desenhos animados até possíveis propostas de casamento. ![]()
Estes e muitos outros fizeram da minha viagem algo definitivamente superior as minhas expectativas.
Não é a melhor foto.. mas era a melhor mesa!
Ah! Meu batismo foi devidamente feito e gravado! (Simone ainda me manda o vídeo. Tenho fé que manda.) Eu não saberia descrever a noite. Foram tantas conversas, tantas pessoas incríveis, tantas descobertas e aquele desejo enorme de ficar ali, de ser dali, de conviver com eles todos os dias. Eu sentia o calor da mesa e o frio da noite e estava bem, cercada daqueles estranhos conhecidos que me faziam morrer de rir e me envergonhar do meu deslumbre bobo, coisa de turista mesmo.
São Paulo amanheceu no domingo seguinte cinza e tristonha, como eu. Me despedi de Simone enquanto ela ainda dormia com uma máscara de vaquinha engraçada. Entrei no táxi e puxei conversa com o taxista pra não ficar olhando a cidade, com aquela sensação de despedida. Bressane silencioso durante o trajeto só me ajudava a manter o coração mais apertado.
Entrei no avião, sentei sozinha na fileira de 3 lugares, ainda na janela. O avião taxiou pela pista, pegou velocidade, levantou vôo. De certa altura eu vejo São Paulo pela janelinha e os olhos enchem de lágrimas. A sensação era a de quem está indo embora de casa. A cidade continuava mergulhada na neblina e no frio. Propagandas, os trocentos prédios, a poluição visual, tudo aquilo que a gente ouve falar de negativo sobre São Paulo naquela hora me pareciam ainda mais convidativo. Com os olhos assim brilhando me lembrei das conversas da noite anterior, das pessoas que conheci, da expectativa criada, da conta mais alta de toda minha vida e comecei a rir. Caramba, como eu estava feliz. Eu queria trazer algo de valioso daquela viagem, mas não esperava voltar com tanto. Na carteira cartões de visita que matariam de inveja qualquer colega de faculdade. No peito as lembranças que me matarão de saudades até o dia em que eu puder voltar pra ficar.
.. e eu tô ficando sentimental demais!
Quanto tempo pra chegar Outubro, hein? Ai que demora..