twittado pelo trecker. só deus sabe de quem é a autoria.
Monthly Archive for August, 2008
Ratatat é o “loop eterno” do dia, vai ser o da semana e também do mês, assim que eu concluir o download da discografia. Favorita do mixtape de Krose, a dica foi do Daniel Filho via messenger distraídos no horário de trabalho. O som dos caras me pegou de jeito e fez a minha noite.
Uma hora da tarde, madrugada de domingo. Marco Gomes me liga, perguntando: “vai fazer o que hoje?” Eu tinha alguns compromissos marcados, mas todos resolveram me dar o bolo. “Vamos em … que vai ter uma festa …. ” Sonolenta, nem ouvi direito a proposta, retornei uma sms confirmando que ia, me arrumei e saí.
Metrô, caminhada, ônibus. Confiança é uma coisa besta, né? Só na metade do caminho que descubro para onde estava indo:
Estranho? Você não tem idéia!
Se me chamassem para um programa desses há alguns meses, eu diria: “tá louco???” Talvez se eu estivesse mais acordada enquanto ele explicava para onde estávamos indo eu dissesse a mesma coisa. Mas naquela hora lembrei de uma frase infalível do meu irmão: “Já tô fudid* mesmo..” Fui.
Mas verdade é que foi um dia sensacional. Vimos um pôr-do-sol lindo, conversamos nerdices sobre arquitetura da informação e interfaces humanas, passeamos morrendo de frio pela Paulista e pela Augusta repleta de grafites e jantamos burritos. No final do dia pude contar pelo menos cinco coisas que nunca tinha feito na vida. É um saldo bastante positivo para uma noite só, não acham?

Tão difícil atualizar o blog ultimamente… Depois da mudança para são Paulo surgiram tantas coisas para pensar e fazer, e todas tão diferentes e urgentes, que até o tempo online parece curto e disputado.
Desde que cheguei procuro colocar em prática tudo que minha mãe me recomendou antes de sair de casa. Claro, mamãe não me deixaria entrar num avião prestes a enfrentar uma cidade tão diferente das outras onde morei sem antes me presentear com todo tipo de conselhos úteis e até engraçados, como por exemplo:
- “Não ande com essas camisetas velhinhas.. compre roupas novas quando chegar lá”;
- “Passe protetor solar no rosto, depois hidratante todos-os-dias” (assim, com ênfase nas últimas palavras);
- “Sempre que precisar de uma carinho de família, vá pra casa dos teus tios” (vou amanhã);
- “Não esqueça de usar sempre cachecol ou lenços no pescoço. Não pegue uma friagem!” (sim, mãe);
- “Não ande descalça pela casa!!!” (eu tento, não é fácil. Adoro andar descalça);
- “Trate da sua rinite”;
- “Passe hidratante na pele para umidecer os poros e proteger-se da poluição” (eu esqueço..);
- “Não se esqueça de quem você é, espiritualmente falando”;
- “Não confie em estranhos”;
- “Ligue assim que chegar lá! É a primeira coisa que você tem que fazer assim que descer do avião, tá entendido Dona Sabine?!?”;
- “Compre um baton com cor e passe blush nessa cara apagada, menina!”;
- “Leia muito, escreva sempre”;
- “Proteja os pés”;
- “Coma menos carne. Alimente-se de leite, ovos, queijo branco, frutas e verdura. Coma feijão!” (ainda não comecei a fazer isso. Em breve..);
- “Compre uma bolsa preta grande e de alças achatadas - não roliças! - para mim na 25 de março” ( e eu lá sei onde fica a 25 de março???);
- “Escolha bem as pessoas com quem você vai morar. Prefira afinidade, não apenas amizade” (estou cuidando disso ainda);
- “Escove os dentes todos os dias”;
- “Leve band-aid”;
- “Cuidado com a postura”;
- “Se você exagerar na bebida, eu vou saber. Se você experimentar alguma coisa… estranha, eu vou saber, então já sabe, né?!” (imaginem aquela voz ameaçadora de mãe);
- “Não confie em todo mundo que se mostrar prestativo a você. As vezes as más intenções estão disfarçadas em sorrisos”.
E houve muitos, muitos outros.
Acho engraçado, mas confio. Sei que ela só quer o meu bem. Me liga todos os dias e sempre pergunta: “Já está comendo direito ou caindo pelas tabela de fome? Assim mesmo, desse jeito debochado. Mas ela tem razão, pois sabe que minha alimentação é a coisa que mais negligencio no mundo.
E não estou reclamando, viu Dona Marilú?! A senhora pode me dar quantos “puxões de orelha” quiser. Sou muito rica por ter uma mulher como a senhora ocupando corajosamente o papel de minha mãe.
Aah, a foto é de uma das edições da revista ideafixa, mas agora não me lembro qual.



