kiss me baby one more time

A notícia:
Italiano é preso por beijar a filha na boca em barraca de praia no CE

Em resposta:

irmão caçula Renan
[irmão caçula Renan]
irmão caçula Thiago
[irmão caçula Renan]

Culturas diferentes devem ser respeitadas, eu entendo.
Mas numa época onde o pornográfico/erótico/agressivo invade nossas vidas por todos os buracos acho que intimidades como essas, entre pais e filhos, deveria ser o menor dos nossos problemas.

Quando criança meus pais davam banho em mim e meus irmãos (duas meninas e um garoto) todos juntos, que era pra ‘economizar água’. Vez ou outra eles também entravam na festa, para nosso delírio completo pois sabíamos que por isso poderíamos ficar mais tempo no chuveiro [vocês talvez não saibam, mas ficar debaixo d'agua numa cidade quente como Cuiabá-MT é uma bênção!].

Em casa até hoje é regra deixar a porta do banheiro aberta e não importa quem esteja dentro, se você quiser entrar para pegar alguma coisa, dividir a ducha ou só conversar será benvindo.

sobrinha safadinha Alice
[sobrinha safadinha]

Cresci sem tabus ou preconceitos quanto ao corpo e intimidades e vejo minhas sobrinhas seguirem os mesmos passos. Para elas é comum o pai, avô ou tios darem banho, trocarem suas roupas, beijarem nos lábios ou qualquer que seja a intimidade natural entre parentes tão próximos. Vejo nisso um laço tranquilo e equilibrado, uma demonstração de carinho e confiança, tudo na medida que meus pais julgaram certo nos dar. E eles sabiam o que estavam fazendo.

Mas só parei pra pensar sobre o assunto depois que li o post da Ana Cereza, irmã do meu namorado. Vou me inspirar num techo para finalizar o meu: Para mim é normal, natural e acho certo. Meus filhos terão selinhos meus. E ai do pai deles se eu pegar fazendo diferente.

1 Response to “kiss me baby one more time”


  1. 1 Marilu

    Longe de ser uma alienada quanto a situação caótica que a humanidade vive hoje, o que me vem à mente num momento destes é: Meu Deus, é absolutamente assustador viver numa época em que tudo nos assusta, aterroriza, dispara o “nosso sistema de alarme”!

    Sou a mãe da Bine e dos beijoqueiros acima (irmãos e sobrinha dela, potanto, meus filhos e neta).
    Sim, eduquei-os para não terem vergonha de si mesmos, para verem a nudez com naturalidade, para expressarem o amor com todo carinho e respeito de que o amor é feito!
    Até hoje beijo e sou beijada por meus filhos(as) também nos lábios. Eles já não são tão pequenos, alguns são pais. E beijoqueiros tambem. É natural e maravilhoso que seja assim. Lembro-me que desde bem bebezinhos mostro-lhes ilustrações de nossos ancestrais mais legítimos desta terra, (os silvícolas) vestidos na indumentária mais preciosa que Deus nos presenteou: a pele. Dentro desta, a nossa dignidade, nosso respeito, nossa confiança e junto, a nossa liberdade para expressarmo-nos.

    Não defendo nem acuso ninguém.
    Os meus princípios dizem-me que todos são inocentes “até que se prove o contrário”.
    Entre pais e filhos(as), irmã(os) não existe libido, só amor, nos momentos de carinho que deveriam ser muito mais frequentes hoje e sempre. A humanidade está profundamente infectada pela influenza do amor (leia-se influência no verdadeiro sentido da palavra: o que não flui). É facil deduzir que, já que ele (o AMOR) não flui, vem o desamor manifesto na maldade em tudo que vemos, fazemos ou deixamos de fazer!

    Amemo-nos pois, nos abraços, beijos, beijinhos, beijocas…
    Nos banhos de sol, chuva, chuveiro…
    Em casa, na rua, na cidade, na roça…
    E façamos bom uso do nosso travesseiro! rsrs
    O Amor agradece!

    mondibjos, filhaaaaaaaa! Amutu! :)
    Marilu

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