Monthly Archive for July, 2010

i’m a lover

. I’m a lover, not a fighter.
. So when I do have to fight
. I strike for the erogenous zones.

~ softer world do dia

totoro noir

Quando dois mundos se colidem na minha imaginação.
O quadro cobiçado e um desenho querido.

~ do tumblr da Roberta.

eu te amo, casa alheia.

O blog Bloesem é um excelente lugar pra buscar boas inspirações para casa. Gosto muito.

branquela

que vida, né?
~ da Erin Hanson

sobre pequenas grandes declarações

via gtalk

Ele: posso te oferecer um disco do Jeff Buckley, aquele cara que canta Hallelujah e foi usada em Edukators e no fim daquele episódio do House?

Eu: sim

Ele: foi um disco que eu recebi por indicação de um amigo lá do trabalho com a seguinte indicação: para aqueles caras que estão há muito tempo sem a mulher ou com saudade fudida de alguém que gostam muito. [ou algo assim]
na época eu não era nada interessado em Jeff Buckley, nem nada. ouvi o disco sem querer e fui gostando a cada audição.

engraçado como quando penso em você, penso que minhas lentes para te ver não mudaram, mudaram sim as coisas que você me faz sentir e que me fazem mudar as lentes com que vejo o mundo. então, quando eu desejava, secretamente, que alguém aparecesse para que eu tivesse razão de sentir todo aquele aperto no peito pelas guitarras limpas e pela voz desconsolada, veio você, fora do timing, uns meses depois. mas ainda assim fundamental para me ajudar a encarar as coisas de outro jeito.

eu não sei se você conhece outras músicas dele, ou o único disco que ele lançou - chamado Grace -, mas aqui vão uma introdução e sete canções que, se não fizeram tanto sentido meses atrás, ontem, hoje, não vão fazer nunca, porque nunca quero sentir saudade de você.

mas se a saudade for inevitável e eu me sentir desamparado, bem, terei uma introdução e sete canções para manter o mundo à minha volta imerso nas lentes que você me apresentou.

Eu:
~suspiros~

arrisquem: Grace - Jeff Buckley
[esse post mora nos meus rascunhos desde dezembro de 2009. É que faltava a foto certa, negote. ]

ela gosta de gostar

“Ela era feliz a doidado. Seus vestidos, floridos, soltos, seu sorriso, bonito, seu corpo, lindo como poucos, seu desejo, excessivo, tenso, tesão intenso, ela queria sempre, sempre, queria amar todos os homens, gostava de homem, gostava de tudo neles, de quase tudo, gosta ainda: de barba, do cheiro, de ombros largos, gosta de peito com pêlos, de pernas longas, gosta de alisar, esfregar, arranhar, lamber e beijar. Gosta de gostar, porque muitas delas se atrapalham, com medo de se entregar. Mas ela, não. Adora se dar, adora se excitar e excitar.

Com o cara 1, ela foi pra cama no primeiro dia. Ele se jogou, ela lhe beijou, ele tirou a camisa, ela tirou seu vestido, ele olhou seu corpo, que lindo, disse, e ela adorou o elogio, tira tudo, ele disse, ela adiou, ficou de calcinha e sutiã, mas mergulhou nele, pegou nele, que lindo, ela disse, como ele é lindo, repetiu, examinou, tocou, beijou, chupou, e o cara disse, tira tudo, ela, calma, esfregou-se, amassou, rolou, subiu, tira tudo, calma, chupou, lambeu, apertou, tira, tá, ela tirou, e se comeram, trocaram tudo, totalmente.

Mas ele não ligou depois. Nem depois. Nenhum e-mail. Sumiu. Nunca mais ouviu falar dele. Que pena. Era o pau mais bonito da cidade. Que droga! O que fiz de errado dessa vez?”

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~ crônica de Marcelo Rubens [continue lendo]
~ foto de Rengim Mutevellioglu. [btw, todo o ensaio deste link vale a pena. Delicinha de verão]