D. Rachel Juraski [amo esse nome!] e D. Marina Santa Helena me convidaram para o tal meme das nove coisas e eu, que falo pelos cotovelos, super topei. Então lá vão nove coisas que talvez vocês não saibam a meu respeito:
1- Amo viajar de carro. Quando criança esse era o programa de todas as férias. Papai enchia o carro de guloseimas, um garrafão d’agua e fitas cassetes com as músicas mais incríveis e minha mãe trazia almofadas, gibis da turma da mônica, palavras-cruzadas e uma olympus trip 35 [camera desejo-de-consumo-master da minha vida]. No banco de trás eu e 3 irmãos aprendíamos a revesar revistas, lidar com o aperto, dormir um por cima dos outros e principalmente, NUNCA empurrar os joelhos nas costas dos bancos da frente. Para mim, essas viagens foram determinantes para construir o tipo de relação que eu tenho com meus irmãos e até hoje quando pego estrada para pós-graduação em Curitiba lembro muito deles e daquele tempo juntos.
2- Meu primeiro auto-boicote aconteceu aos 12 anos. Detestava educação física a ponto de ter ficado de recuperação na matéria desde a 6ª série até o primeiro ano do segundo grau. Deu-se, porém, que papai não quis mais bancar minha preguicite aguda e me forçou a escolher uma atividade. Achando que a vida é mesmo um mar de rosas - e jurando que as amigas se matriculariam comigo - fui pra natação.
Primeira aula, sozinha (claro que as infelizes não foram), todo mundo de bóia batendo perninha para ver quem atravessava a piscina. Cheguei em último na primeira volta, na segunda mal saí da beirada e o povo já voltava. Na terceira perdi a paciência, fingi uma câimbra e pedi para ir para casa. Durante meses saia todas as terças e quintas no horário na natação e enrolava no shopping perto do sesc até o dia que meu pai descobriu. Resultado: uma bronca daquelas e nada de saber nadar até hoje.
3- Nasci em Cuiabá, Mato Grosso. Talvez essa seja a coisa que menos pessoas sabem, mas a verdade é meu coração todinho e 80% do sotaque que me resta é de Recife, mas eu não sou de lá. Sou cuiabana, morei 10 anos em Brasília, 8 anos em Recife a agora é São Paulo quem me adota.
4- Comecei a trabalhar com 17 anos. Meu primeiro emprego foi como balconista de uma confeitaria na asa norte. A primeira compra com o primeiro salário - 170 reais, vejam que fortuna - foi o CD acústico da Alanis Morrisette. Embalei para presente, claro.
5- Nunca brigo de cabeça quente. Nunca. Levo a discussão até o ponto onde percebo que se passar dali o caminho não tem mais volta, então calo a boca. Pode espernear, quebrar pratos, xingar a mãe, ameaçar ir embora. Ficarei quietinha, sairei de perto e a gente vai retomar aquela conversa numa outra hora. Acontece que há muito tempo descobri que sou uma pessoinha muito cruel quando estou magoada. Falo coisas horríveis e manipulo qualquer fato a meu favor. Alguns diriam que é um dom, eu considero a bad karma.
6- Um dia fui “punk-cor-de-rosa”. Com essa definição tentem imaginar uma guria branquela, de cabelos vermelhos, roupas pretas e coturnos em pleno calor escaldante de Recife. Curtia bandas como Linkin park, Limp bizkit e Evanescence. Dava trabalho para os pais, bebia muito vinho barato e passava madrugadas vagando pelas ruas do Recife Antigo fazendo nada que preste. Aí chegou Augusto e me colocou nos eixos.
7- Sou totalmente autoritária, mandona, organizada e controladora em casa. Quando não consigo o que quero - como a iluminação perfeita para os dias de festa ou todas as panelas de alumínio perfeitamente brilhantes - fico chata, fecho a cara e começo a tomar a frente sem pedir mais ajuda. O dengo dura 2 minutos, mas sei que até passar meus meninos sofrem para deixar as coisas do jeito que eu gosto.
8- Não sei dirigir e só aprenderei quando for inevitável. Nasci para ser passageira.
9- Lembro de todos os primeiros beijos em todas as pessoas que um dia beijei. Lembro do lugar, do jeito, do sabor, da música, da roupa que usávamos, do cheiro, da malícia ou falta dela, do estado de espírito, se nos gostávamos ou só estávamos ali, enfim. Lembro-me sabe-se lá por quoi. Elabore você umas teorias.
Gostaria que quem passa por aqui respondesse. Meme tem que seguir adiante, ‘visse’?! ![]()
