Monthly Archive for August, 2011

da série: eu te amo, casa alheia

Sou meio cética com decorações que mostram coisas no chão, empilhadas ou só encostadas na parede. Tá que parece bonito e despojado, mas vamos combinar que prático não é. Imagina a trabalheira na hora de limpar o chão!?

Cobicei a mesa de trabalho e a cama.
Também acho bonito paredes peladas assim.

quando eu perdi todas as músicas do meu ipod eu..

perdi o sono.

Era quase meia noite quando fui para cama, fracassada, depois de ter gasto as últimas duas horas derretendo o cérebro em busca de qualquer link que explicasse como reverter aquilo. Achei muita gente passando pelo mesmo problema, desistindo, sincronizando ou resetando. Resetar? Então é isso? Tudo está perdido? Mas os arquivos estão ali, eu tô vendo a barrinha amarela cheia, tem que ter como tirar!

Não tinha.

4G de música. Não é muita coisa, o ipod também não é. Foi presente de um ex-peguete e já era usado. Um dia reagi a um assalto por causa dele e a gente ficou amigo desde então. Mas isso não vem ao caso. O Ipod tá bem, a culpa é do Itunes.

No dia que perdi todas as músicas do meu ipod eu também chorei.

É patético, eu sei. Mas é música. A gente acha que não é muita coisa mas é. Deve existir alguma explicação cósmica e bonita para essa nossa ligação com música.. Eu não sei. Sei que as que estavam ali não eram trocadas ha muito tempo. Estou numa fase de ouvir sempre as mesmas e aquelas eram bem antigas. The Smiths, The Cure, Beatles, o primeiro do Gorillaz, Marina & The Diamonds para trabalhar, Lykke Li para andar sozinha, as playlists da última festa aqui em casa e outras soltas.

Mas tudo bem. Os CDs que estavam lá são o de menos. Alguns estão salvos no HD, outros em CDs de backups, a maioria se encontra facilmente para baixar. Vai dar um certo trabalho, mas recuperá-los é possível. Todo o chororô foi por causa de uma única playlist.

Jansen me fez a tal na primeira vez que fui assistir aula da pós em Curitiba e estabeleceu o hábito de me fazer uma lista todo mês, para cada uma das vezes que eu fui, desde 2009.

Aquela era especial porque foi a primeira e porque tinha as músicas que melhor combinavam com meu estado de espírito por estar viajando. Era enorme, como todas as playlists do preto são, e por ser assim, tão grande, tinha faixas que combinavam com o sono da ida e a cabeça cheia de idéias da volta. As vezes uma nova lista não me agradava muito e eu sempre voltava para aquela. Era também a playlist que eu ouvia quando estava sozinha em casa. Quem ouve música sozinho em casa sabe o que isso significa.
.

Em algum ponto eu também desisti, resetei e assisti, sofrida, a barrinha amarela ficar menor até sumir. Ipod zerado. Aquelas músicas, naquela sequência, perdidas pra sempre.

Um outro dia pesquiso e escrevo sobre a relação de dependência que desenvolvemos por certos artefatos, como isso altera nossa percepção da realidade e outras coisas racionais relacionadas ao assunto. Hoje vou passar o dia navegando por entre as 730 páginas de faixas tocadas no meu Last.fm buscando aquelas que eu gostava.

Deprê, deprê..

não é difícil amar

Enrolando o máximo possível antes de sair pra rua, ficamos horas apenas ajustando a sintonia que gostamos de ter. Um tipo de período de assimilação necessário a cada encontro, procurando saber se a pessoa que estamos buscando ainda está lá, se ela ainda é aquela que quero, se ainda me quer. Enquanto não conseguimos fazer isso, ainda não estamos prontos. Um episódio de Louie e uma mordida. Incansáveis perguntas e respostas. Vamos sair, agora sim. Tinha acabado de anoitecer.

~ Renmero deixando acontecer em mais um texto épico ;) [continue lendo]
~ foto de Sofia Ajram.

falo ou não falo?

Não sei o que é melhor, se as tiras do Marco:

Ou os comentários que fazem em algumas delas. Transcrevo:

Anônimo disse…

Notei que em suas tiras, piadas com pênis são recorrentes. Por quê essa fixação com pintos? Seria para causar impacto? Seria um tipo de humor que ninguém ousou fazer até agora? Ou apenas uma obsessão doentia?

E o autor ainda responde! ;P
Assinem o feed, vá. Sem arrependimentos.

pra que tanto?

Não importa a lista que eu faça, Pedro Jansen sempre traz mais uma lata de extrato de tomate do supermercado. E não, nessa casa ninguém faz tanto macarrão ou cachorro-quente. Nada justifica. Ele só acha que tem que trazer e traz.

Tô jogando fora os vencidos, amor ;*