Author Archive for Sabine Araújo

“i love you both”

Às vezes eu queria um pouquinho da Gia em mim.

bruta flor

“Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói”

O quereres, de Velô tem quase a minha idade e com Chico cantando (e errando) beirou a perfeição.

at my skin

- Jamie loves you. You have so much!
- I know! I see it all around me, but it stops at my skin. I can’t let it inside. It’s always been like that. It’s always gonna be like that…

~trecho do filme Shortbus.
O filme inteiro é uma bosta! Não recomendo de jeito nenhum. Este foi o único trecho de que gostei. Identificação, talvez…

sisters

“Shot The Kutzin family sunday morning, as a kind of birthday present to Mama Kutzin. The Kutzin daughters, both of whom I’ve shot in the past, are heavily tattooed, and I believe this was one of their first, matching quotes on their arms. They’ve both got several more, but this is the only one that matches.

A fact I find incredibly cool, and excellent use of tattooing, to further establish the connection between you and your sister.”

E então Ananka e Diane? Bora nessa?
:D

Twittado por Dani Arrais. (só repetindo: o blog dessa criaturinha é uma benção aos olhos!)
Foto de Lou O’Bedlam.

sweet dreams are made of this

who am I to disagree?
i (L) it to.

{the book thief}

“Doido ou não, Rudy sempre esteve destinado a ser o melhor amigo de Liesel. Uma bolada de neve na cara é, com certeza, o começo perfeito de uma amizade duradoura.
Dias depois do início das aulas, Liesel começou a ir à escola com os Steiner. A mãe de Rudy, Barbara, o fez prometer andar junto com a menina nova, principalmente por ter ouvido falar da bolada de neve. A favor de Rudy, verdade seja dita, ele ficou feliz em obedecer. Não tinha nada daquele tipo de garotinho misógino. Gostava muito de meninas e gostava de Liesel (daí a bolada de neve). Na verdade, Rudy Steiner era um daqueles cretininhos audaciosos que gostam de se engraçar com as mocinhas. Toda infância parece ter exatamente um desses jovens em seu meio e suas brumas. É o garoto que se recusa a temer o sexo oposto, puramente porque todos os outros abraçam esse medo, e é o tipo que não teme tomar decisões. Nesse caro, Rudy já se decidira a respeito de Liesel Meminger.”

~trecho de A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak,p. 47.

Observações pertinentes:
- O livro é contado pela Morte (sem spoilers. Está na contracapa) e ela tem um “quê” da personalidade da Morte, de Neil Gaiman. Adorei ter percebido isso.
- Minha infância teve um desses meninos tempestivos. Entrou na minha vida quando eu tinha 9 anos e nunca mais saiu. Durante anos consegui escapar entre seus dedos e hoje somos várias coisas, além de amigos.
- É o típico livro que de tão interessante me rouba as poucas horas de sono que disponho. Tudo bem. São livros como este que alimentam esta categoria.

Enzo Rubino conseguiu capturar tanto êxtase juvenil nesta foto…

vício feminino

twittado pelo trecker. só deus sabe de quem é a autoria.

traço

Ilustras de Rogério Fernandes, um dos meus followers mais talentosos.

mira e acerta

Ratatat é o “loop eterno” do dia, vai ser o da semana e também do mês, assim que eu concluir o download da discografia. Favorita do mixtape de Krose, a dica foi do Daniel Filho via messenger distraídos no horário de trabalho. O som dos caras me pegou de jeito e fez a minha noite.

programa de índio, digo, domingo

Uma hora da tarde, madrugada de domingo. Marco Gomes me liga, perguntando: “vai fazer o que hoje?” Eu tinha alguns compromissos marcados, mas todos resolveram me dar o bolo. “Vamos em … que vai ter uma festa …. ” Sonolenta, nem ouvi direito a proposta, retornei uma sms confirmando que ia, me arrumei e saí.

Metrô, caminhada, ônibus. Confiança é uma coisa besta, né? Só na metade do caminho que descubro para onde estava indo:

Estranho? Você não tem idéia! :)

Se me chamassem para um programa desses há alguns meses, eu diria: “tá louco???” Talvez se eu estivesse mais acordada enquanto ele explicava para onde estávamos indo eu dissesse a mesma coisa. Mas naquela hora lembrei de uma frase infalível do meu irmão: “Já tô fudid* mesmo..” Fui.

Mas verdade é que foi um dia sensacional. Vimos um pôr-do-sol lindo, conversamos nerdices sobre arquitetura da informação e interfaces humanas, passeamos morrendo de frio pela Paulista e pela Augusta repleta de grafites e jantamos burritos. No final do dia pude contar pelo menos cinco coisas que nunca tinha feito na vida. É um saldo bastante positivo para uma noite só, não acham?