Archive for the 'arquitetura da informação' Category

sitemap pillow

wishlist total!
almofada com gravura de sitemap.
E com hierarquias respeitadas, quem resiste?
Amei, jizuis! Mando fazer assim que puder! :)
Love! Love! Love!

Card Sorting

Esta semana tive a chance de experimentar algo novo.
Quarta-feira passada o coordenador do meu curso na faculdade, também professor de arquitetura da informação, me convidou a ministrar uma aula para a turma do 2º período. Sugeriu o tema, disse o horário e só. O resto era por minha conta.

Assunto: Card Sorting. Pesquisei bastante e acho que elaborei um bom material. Não bolei nada muito detalhado porque afinal, o pessoal está começando agora. Mas pensei em dinâmicas e imagens que pudessem envolver a turma. Tudo planejado e ensaiado, mas entrei na sala de aula tremendo da cabeça aos pés.

Eu explico: o curso Sistemas para Internet tem foco principal em programação e design. Com isso forma turmas e mais turmas de “ferramenteiros”, profissionais voltados a realizar tarefas e não a pensar ações. Sim, é uma crítica. Já comentei isso com professores e outros colegas de sala. Podia ser diferente, o mercado espera essa diferença, mas mudanças não são tão fáceis de implantar em instituições religiosas.

Então que eu esperava uma turma distraída, aborrecida com os sapatos encharcados da chuva que caía lá fora e se perguntando por que não estavam quentinhos em casa, brincando com seus games (sim, alguns deles são altamente ensino-médio life style).

Mas para minha surpresa, eu ganhei a turma.
Ganhei mesmo, sabe? Consegui que eles participassem, questionassem e se divertissem. Não de imediato, mas na dinâmica de grupo. Apliquei o modelo aberto de Card Sorting, que dá mais espaço pra experimentações e deixei fluir. Da dinâmica ao final da apresentação tive a atenção e participação de todos e o resultado não poderia ter sido melhor. E sei que foi tão bom porque a turma quis fazer parte. E me ajudaram tanto quanto acho que os ajudei.

A maioria vai continuar procurando especialização em programação ou design, mas não importa. Se eu tiver conseguido converter pelo menos um a pesquisar mais sobre conceitos para web, ou a ter mais interesse por arquitetura da informação então valeu muito a pena.

Minha primeira experiência como “professorinha” só me rendeu sorrisos. ;)

(abaixo o slide da apresentação)

Sobre São Paulo, café e arquitetura da informação

Então que cheguei agora em casa, depois de uma prova complicada, liguei o micro, olhei meu twitter e lembrei mais uma vez: fez um mês.

Coloquei uma música feliz pra poder sintonizar bem com as lembranças daquele 15 de março e resolvi de uma vez por todas publicar o post, mesmo sendo enorme e sabendo que nem 10% das pessoas que eu gostaria que o lesse vão fazê-lo. Paciência. E sabe por que? Porque a coisa mais gostosa nisso nem é que todos vejam, mas que eu relendo me lembre mais uma vez o quanto foi bom ter ido e o quanto será bom ir pra ficar.

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*/ Este é o post-diário-de-bordo de uma viagem de 3 dias a São Paulo. Aqueles que me conhecem (de antes ou da viagem) já sabem que eu falo pelos cotovelos. Pensem bem antes de continuar. /*

Então que eu estive em Sampacity, não é mesmo?

Morei em São Paulo a alguns anos atrás e por pouco tempo, mas esse tempo foi o bastante para que eu me apaixonasse pela “selva de pedra” que é a cidade. Fui embora prometendo a mim mesma voltar e durante anos procurei motivos para fazê-lo. Um dia Augusto me manda um email falando sobre o treinamento de arquitetura da informação ministrado pela JumpEducation.

- “Você devia ir, Bine.. Vai enriquecer seu currículo”.
- “Eu não sei, gusto. E estamos sem grana.. a despesa é grande, passagem, curso, hospedagem..”

Eu não precisava ser convencida a ir, mas meu bolso sim.
Depois de conseguir desconto na inscrição do curso, promoção na compra das passagens e ter convencido a muito custo que dividissem um quarto comigo, a viagem que era sonho transformou-se em realidade.

Como a oportunidade era única e valiosa, tratei de marcar encontro com deus-e-o-mundo pelo Twitter. Assim acertamos o #coffecamp ás 20h, Al. Santos. Saí de Recife pensando que pelo menos de uma festinha eu participaria. Eu realmente subestimava a capacidade dos paulistas se divertirem.

Passagens compradas, mala pronta, coração na mão e a insegurança de viajar sozinha. A idéia de pegar um avião, fazer conexões e chegar numa cidade que eu pouco conhecia me assustava tanto quando excitava. Twittei até a hora de entrar no carro (atrasada e sob o olhar repreendedor de Gusto) e ir ao aeroporto.

Entrei no avião, sentei na janela (sempre escolho janela. Eu sou muito menina pequena mesmo!) com o livro de Comportamento Organizacional que eu jurei estudar todos os dias mas só abri durante este vôo. Fones de ouvido tocando Eletric President e tanta expectativa que minhas mãos tremiam. Vi Recife ir embora e sorri ao perceber meu bônus extra: estava viajando na minha hora predileta, por volta das 16h30min da tarde, quando o sol está se pondo e as luzes são avermelhadas e intensas. Sentia-me ansiosa, confusa, feliz.

Após conexão em Brasília e beijos e abraços em Bruno, amigo de infância que não via a aproximadamente 10 anos, chego no aeroporto de Congonhas debaixo de uma chuva fininha e um frio delicioso. Bressane me esperava no desembarque (me reconheceu pelo all star. rá!) e fiquei aliviada quando o vi. Um primo da minha mãe que eu ainda não conhecia nos aguardava para levar ao hotel. Só descobrimos dentro do carro que nossa carona tinha outros planos pra gente. Ao invés de irmos direto pro Formule 1 (Paulista com Consolação. Não esqueço nunca mais.) atravessamos a
cidade rumo a Guarulhos para conhecer a família dele. “Vir pra cá e não conhecer suas primas não pode não! Não vale a pena“, ele dizia, e tinha razão. Meu encontro com sua esposa e filhas foi sem precedentes de tão absurdamente familiar. Conversamos, bebemos, pedimos pizza a uma da matina e recebemos (isso foi inédito na minha vida!) e nos despedimos cheias de apertos e choramigos com gosto de quero mais. Da próxima vez que eu for pra SP fico na casa deles, juro!

Hotel, enfim. Quase 2 da manhã e eu e Bressane continuávamos incomunicáveis com Louback e Vivs. Fomos dormir preocupados com o transtorno causado. Não, espera. Devo corrigir-me: EU fui *tentar* dormir ás 2 da matina. Bressane queria conversar até o amanhecer! Eu estava morta, com a adrenalina da expectativa se esvaindo do corpo e Bressane perguntando coisas que até hoje eu não acredito ter contado. (Eu tenho pouco juízo quando estou sonolenta e longe de casa). Quando ele finalmente cochilou o dia já tinha amanhecido.

E aí… a Simone chegou!!! Nos encontramos na recepção do hotel quando já estávamos de saída para ir ao curso. Olhei pra ela e percebi que Simone era melhor do que eu imaginava (ela vai achar que é babação. hihi): meio baixinha, cabelo curto, pele branca demais pra quem vive no Rio e cheia de acessórios alternativos interessantes. Tinha também a voz fina, quase infantil, além do forte sotaque carioca, coisa que é sempre engraçado de ouvir.

O Curso
cursoai.jpg

O primeiro e segundo dia podem ser resumidos em: “yey, que legal! Mas podia ser melhor, não é mesmo?” Pois é. Para mim tudo parecia ótimo porque afinal, eu estava fazendo algo diferente, numa cidade diferente, com pessoas diferentes. Qualquer coisa me encantaria ao extremo. Hoje admito que esperava mais e já concordo com os comentários de Simone e Bressane de que poderia ter sido mais inovador e melhor elaborado. Lembrei de escrever isso na avaliação que recebi por email alguns dias depois.

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Dividido em dois pedaços pra não matar meus 4 leitores de aborrecimento.
Posto o resto amanhã.