Então que cheguei agora em casa, depois de uma prova complicada, liguei o micro, olhei meu twitter e lembrei mais uma vez: fez um mês.
Coloquei uma música feliz pra poder sintonizar bem com as lembranças daquele 15 de março e resolvi de uma vez por todas publicar o post, mesmo sendo enorme e sabendo que nem 10% das pessoas que eu gostaria que o lesse vão fazê-lo. Paciência. E sabe por que? Porque a coisa mais gostosa nisso nem é que todos vejam, mas que eu relendo me lembre mais uma vez o quanto foi bom ter ido e o quanto será bom ir pra ficar.
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*/ Este é o post-diário-de-bordo de uma viagem de 3 dias a São Paulo. Aqueles que me conhecem (de antes ou da viagem) já sabem que eu falo pelos cotovelos. Pensem bem antes de continuar. /*
Então que eu estive em Sampacity, não é mesmo?
Morei em São Paulo a alguns anos atrás e por pouco tempo, mas esse tempo foi o bastante para que eu me apaixonasse pela “selva de pedra” que é a cidade. Fui embora prometendo a mim mesma voltar e durante anos procurei motivos para fazê-lo. Um dia Augusto me manda um email falando sobre o treinamento de arquitetura da informação ministrado pela JumpEducation.
- “Você devia ir, Bine.. Vai enriquecer seu currículo”.
- “Eu não sei, gusto. E estamos sem grana.. a despesa é grande, passagem, curso, hospedagem..”
Eu não precisava ser convencida a ir, mas meu bolso sim.
Depois de conseguir desconto na inscrição do curso, promoção na compra das passagens e ter convencido a muito custo que dividissem um quarto comigo, a viagem que era sonho transformou-se em realidade.
Como a oportunidade era única e valiosa, tratei de marcar encontro com deus-e-o-mundo pelo Twitter. Assim acertamos o #coffecamp ás 20h, Al. Santos. Saí de Recife pensando que pelo menos de uma festinha eu participaria. Eu realmente subestimava a capacidade dos paulistas se divertirem.
Passagens compradas, mala pronta, coração na mão e a insegurança de viajar sozinha. A idéia de pegar um avião, fazer conexões e chegar numa cidade que eu pouco conhecia me assustava tanto quando excitava. Twittei até a hora de entrar no carro (atrasada e sob o olhar repreendedor de Gusto) e ir ao aeroporto.
Entrei no avião, sentei na janela (sempre escolho janela. Eu sou muito menina pequena mesmo!) com o livro de Comportamento Organizacional que eu jurei estudar todos os dias mas só abri durante este vôo. Fones de ouvido tocando Eletric President e tanta expectativa que minhas mãos tremiam. Vi Recife ir embora e sorri ao perceber meu bônus extra: estava viajando na minha hora predileta, por volta das 16h30min da tarde, quando o sol está se pondo e as luzes são avermelhadas e intensas. Sentia-me ansiosa, confusa, feliz.
Após conexão em Brasília e beijos e abraços em Bruno, amigo de infância que não via a aproximadamente 10 anos, chego no aeroporto de Congonhas debaixo de uma chuva fininha e um frio delicioso. Bressane me esperava no desembarque (me reconheceu pelo all star. rá!) e fiquei aliviada quando o vi. Um primo da minha mãe que eu ainda não conhecia nos aguardava para levar ao hotel. Só descobrimos dentro do carro que nossa carona tinha outros planos pra gente. Ao invés de irmos direto pro Formule 1 (Paulista com Consolação. Não esqueço nunca mais.) atravessamos a
cidade rumo a Guarulhos para conhecer a família dele. “Vir pra cá e não conhecer suas primas não pode não! Não vale a pena“, ele dizia, e tinha razão. Meu encontro com sua esposa e filhas foi sem precedentes de tão absurdamente familiar. Conversamos, bebemos, pedimos pizza a uma da matina e recebemos (isso foi inédito na minha vida!) e nos despedimos cheias de apertos e choramigos com gosto de quero mais. Da próxima vez que eu for pra SP fico na casa deles, juro!
Hotel, enfim. Quase 2 da manhã e eu e Bressane continuávamos incomunicáveis com Louback e Vivs. Fomos dormir preocupados com o transtorno causado. Não, espera. Devo corrigir-me: EU fui *tentar* dormir ás 2 da matina. Bressane queria conversar até o amanhecer! Eu estava morta, com a adrenalina da expectativa se esvaindo do corpo e Bressane perguntando coisas que até hoje eu não acredito ter contado. (Eu tenho pouco juízo quando estou sonolenta e longe de casa). Quando ele finalmente cochilou o dia já tinha amanhecido.
E aí… a Simone chegou!!! Nos encontramos na recepção do hotel quando já estávamos de saída para ir ao curso. Olhei pra ela e percebi que Simone era melhor do que eu imaginava (ela vai achar que é babação. hihi): meio baixinha, cabelo curto, pele branca demais pra quem vive no Rio e cheia de acessórios alternativos interessantes. Tinha também a voz fina, quase infantil, além do forte sotaque carioca, coisa que é sempre engraçado de ouvir.
O Curso

O primeiro e segundo dia podem ser resumidos em: “yey, que legal! Mas podia ser melhor, não é mesmo?” Pois é. Para mim tudo parecia ótimo porque afinal, eu estava fazendo algo diferente, numa cidade diferente, com pessoas diferentes. Qualquer coisa me encantaria ao extremo. Hoje admito que esperava mais e já concordo com os comentários de Simone e Bressane de que poderia ter sido mais inovador e melhor elaborado. Lembrei de escrever isso na avaliação que recebi por email alguns dias depois.
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Dividido em dois pedaços pra não matar meus 4 leitores de aborrecimento.
Posto o resto amanhã.