Published on 23 de December de 2009 .
Hoje o dia começou mal. Dormi pouco, acordei atrasada e com crise de rinite.
A faxineira chegou em seguida e atacou a pia suja com tanta determinação que temi pela integridade física da minha coleção de canecas. Corri com a troca dos panos pra cama, coloquei edredon pra lavar (minha máquina é tão valente!), dei as instruções pro resto da faxina e sai. Como não tinha tomado café e não almoçaria tão cedo resolvi parar na padaria e pedir uma vitamina. O rapaz que me atende é um doce, faz o dobro da quantidade certa. Agradeço o copo sorrindo e procuro os canudinhos. Um velhinho bem velhinho me oferece eles. Peguei um, disse “obrigada” e me virei pra TV (tava passando O Corcunda de Notredame da Disney. Adoro!).
- “Esses canudinhos são tão fraquinhos, né?” - diz o senhor.
- “É.. são mesmo” - respondo sei lá eu porque. Nem eram, mas eu sou simpática, acho. E era um senhor de idade.
- “Posso te dar um mais grosso pra você chupar, se quiser”
Te ju-ro!
No pico do meio-dia um senhor teve o disparate de me soltar uma dessas!
Fiquei completamente envergonhada, claro. Tive nem resposta. Levantei roxa de vergonha, pedi a comanda ou a morte, o que viesse primeiro, paguei e sai. Meio andando, meio correndo.
Não sei onde está o erro nessas horas. Sou eu que tenho pouca malícia e não sei quando as pessoas serão grosseiras ou são os velhinhos que não são mais aquelas criaturas meigas e cheias de boas histórias pra contar de antigamente?
Published on 25 de November de 2009 .
Published on 26 de September de 2009 .
hoje = sábado, 26 de setembro/2009, 17h50
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Eu gostaria de dar um longo passeio de carro..
Dirigir até anoitecer, parar num hotel e pedir uma pernoite.
Acordar cedo, tomar café em padaria e depois almoçar num boteco.
Depois da soneca queria ouvir música numa praça, comprar camiseta e pulserinhas em alguma feirinha e tomar um sorvete.
E voltar pra casa.
Published on 9 de September de 2009 .
A notícia:
Italiano é preso por beijar a filha na boca em barraca de praia no CE
Em resposta:

[irmão caçula Renan]

[irmão caçula Renan]
Culturas diferentes devem ser respeitadas, eu entendo.
Mas numa época onde o pornográfico/erótico/agressivo invade nossas vidas por todos os buracos acho que intimidades como essas, entre pais e filhos, deveria ser o menor dos nossos problemas.
Quando criança meus pais davam banho em mim e meus irmãos (duas meninas e um garoto) todos juntos, que era pra ‘economizar água’. Vez ou outra eles também entravam na festa, para nosso delírio completo pois sabíamos que por isso poderíamos ficar mais tempo no chuveiro [vocês talvez não saibam, mas ficar debaixo d'agua numa cidade quente como Cuiabá-MT é uma bênção!].
Em casa até hoje é regra deixar a porta do banheiro aberta e não importa quem esteja dentro, se você quiser entrar para pegar alguma coisa, dividir a ducha ou só conversar será benvindo.

[sobrinha safadinha]
Cresci sem tabus ou preconceitos quanto ao corpo e intimidades e vejo minhas sobrinhas seguirem os mesmos passos. Para elas é comum o pai, avô ou tios darem banho, trocarem suas roupas, beijarem nos lábios ou qualquer que seja a intimidade natural entre parentes tão próximos. Vejo nisso um laço tranquilo e equilibrado, uma demonstração de carinho e confiança, tudo na medida que meus pais julgaram certo nos dar. E eles sabiam o que estavam fazendo.
Mas só parei pra pensar sobre o assunto depois que li o post da Ana Cereza, irmã do meu namorado. Vou me inspirar num techo para finalizar o meu: Para mim é normal, natural e acho certo. Meus filhos terão selinhos meus. E ai do pai deles se eu pegar fazendo diferente.

o sentido de viver às vezes é grande como salvar a vida de alguém. olhar um guri na rua e simplesmente reparar que ele precisa de você. tão grande como abraçar alguém que chora e não quer te dizer o motivo. tão grande quanto brigar com seu pai, sair de casa batendo a porta e à noite abraçá-lo, pois nem era grande coisa assim.
mas também tem sentido no pequeno. como deitar na grama e sentir o sol fortalecendo seus ossos e aquecendo seu rosto. como um bebê segurar com toda a força que tem o seu dedinho, para não cair da cama. como uma senhora te sorrir na rua, mesmo com as roupas rasgadas e as sacolas empilhadas. como perceber que justamente aquela pessoa está te olhando, como ninguém te olha.
resumindo: também não sei qual é o sentido de viver. porém, mais uma vez, não quero que seja em mim esse sentido. tem que ser para o outro, para os que estão ao meu redor. eternizar os momentos efêmeros. e que faça diferença na vida dos outros.
Por Gabriel Louback
E pra você, qual o sentido de viver?
tenho roupas pra lavar, tenho que comprar pedra de amolar, tenho que arrumar os fios da sala, tenho que comprar um estabilizador, tenho que concluir os exercicios da pós, tenho que reservar o hotel em Curitiba, tenho que receber um amigo de Teresina, tenho que levar o edredon pra lavanderia, tenho que agendar a retirada da cama quebrada, tenho que chamar o encanador pra desentupir o tanque, tenho que pagar a internet, tenho que ligar pra claro e mudar o endereço de cobrança, tenho que fazer compras da semana, tenho que responder o email sobre aquele freela, tenho que terminar de ler mais um livro sobre arquitetura da informação, tenho que mandar lavar o sofá, tenho que descobrir onde castram gatos de graça, tenho que cancelar a internet 3G, tenho que visitar minha tia em Guarulhos, tenho que comprar uma cama nova, tenho que marcar dentista e oftomologista, tenho que mandar um tênis pro meu irmão em Recife, tenho que assinar procuração pra Augusto, tenho que encaminhar as fotos da casa para minha irmã, tenho que passar roupas, tenho que lavar o all star branco..
tenho tanta, tanta coisa pra fazer.
como voa essa marina..



e a irmã é quem aguenta:
“interfone toca:
- alô!
- marília? é marina que ta lá em cima, né? (ela pegou a chave comigo pra tirar foto)
- é, seu francisco, ela ainda tá lá tirando foto.
- não… é que já ligaram pra cá um monte vezes pra avisar…
- hahahhaha… tão pensando que ela vai pular é?
- hahaha… é! já ligaram num sei quantas vezes! até do prédio “não sei o que” láááá de baixo… via rádio… dizendo “tem uma mulher no telhado!!…” todo mundo preocupado.
- hahahahah
- e eu respondendo “é não… ela tá tirando foto… ela não vai pular não… ela TEM JUÍZO!”.. hahahaha.
- é… ela não vai pular não… huahuahuha.
- hahaha… tá bom… tchau!
- tchau.”
*mas pense que eu ri com essa história![2]


Quarto de hotel, cama dura, lençol fino e a cidade mais fria que já visitei. Segundo deus, a temperatura lá fora é de 7ºC e estou esperando dar meia noite pra postar pra você.
- Você, que até os 7 anos dividiu uma cama comigo e me fazia inventar estórias pra te fazer dormir (lembra aquela da vaca?);
- Você, que ouviu horrorizada a pior versão de Pequena Sereia que já escreveram e teve pesadelos com isso, porque me chutou a noite toda;
- Você, que nas explosões de humor uma vez quebrou a porta da área de ventilação e fez todo mundo levar bronca por isso;
- E que não parava de dizer “boa noite” até que um de nós te respondesse e isso podia levar hoooras a fio;
- Você, que aos onze teve coragem de colocar laranjas num sutiã enorme, lambuzar o rosto todo de batom vermelho, calçar saltos e ir pra esquina tentar roubar beijos de quem passasse;
- Você, que tem medo de miado de gato no cio;
- Você, que um dia foi a morte;
- Você, que aos 17 colocou todo nosso amor a prova trazendo uma nova vida ao mundo;
- Você, minha última briga de verdade e que rendeu uma visita ao hospital depois da troca de tapas;
Você birrenta, você dramática, você brilhante, você mãe, você “caçula das meninas”.
Você, a irmã que mais brincou de casinha comigo.
Hoje brincamos de casinha em cidades distantes, mas ainda achamos a coincidência de você ter nascido um dia antes do meu aniversário a coisa mais fabulosa do mundo.
Um dia você falou que era meu presente.
Hoje sei que és também meu passado e uma das certezas do meu futuro.
Te amo, palito.
Feliz aniversário.
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Originalmente escrito no dia 11/07.
Peguei no sono assistindo Shrek e não postei no dia.
Foi mals ae, Di!
Trecho do email que recebi da minha irmã mais velha essa tarde:
…. Mas eu também ganhei um presente. Vou te contar como foi.
Ontem quando cheguei em casa, medrosa pra caramba (ultimamente to muuuiito medrosa), sozinha, porque o marido tinha ido trabalhar de taxi. Era como se eu já esperasse algo errado, desci do carro pra abrir o portão correndo, deixei o carro trancado, abri o portão, liguei o carro de novo e entrei.. na hora que fui fechar o portão, passa um cara de bicicleta e gelei de alma.. sentia cheiro de assalto. Mas tinha acontecido antes… não sei quanto antes e o infeliz deixou pra pegar na bolsa que ele roubou, o que interessava em frente de casa. Fiquei espiando pelo portão, vendo ele tirar tudo, fuçar em todos os bolsos e ele tava assustado feito bicho. Todo farol de carro ele levantava olhando desconfiado pra todo lado.
Liguei na hora pra policia, com o coração disparado rezando pra alguém aparecer logo e levar o infeliz. Mas claro que isso não aconteceu. Ninguém apareceu. Daí esperei ele ir embora e fui catar tudo que ele não levou.. inclusive um talão de tickets de refeição inteirinho..
Acho que levou só o celular e dinheiro. Catei do meio da rua e da calçada uma porção de coisas dela. Um bloco de anotações, um kit de maquiagem, um guarda-chuva, a carteira com documentos e cartões, papeis, uma sacola da C&A com uma calça que ela tinha comprado no mesmo dia. Chaves, contas pagas. Um bloco de rifas pra formatura do final do ano. No bloco de notas ela escreveu por algum motivo seus principais medos e pesares… ser assaltada e sofrer alguma perda material ou sentimental…parece que previa algo.
Levei tudo pra dentro de casa e fiquei tentando encontrar qualquer contato. Liguei pra faculdade dela e a pessoa que atendeu disse que tentaria contato com ela. Detalhe, pelo celular. Infeliz. Falei que ela tinha sido assaltada. Tinha também um crucifixo e uma imagem de Jesus.. Nem sou muito religiosa, mas achei comovente no que abri a carteira dei de cara com aquela fotinha me olhando.
Depois lembrei do talão. Tinha o nome da empresa e a empresa tem um site. Albalab. Liguei e foi o gerente dela que atendeu. Era quase 20hs. Pedi pra entrar em contato com ela, mas ele disse que não tinha outro contato. Então o jeito era esperar. Falei que deixaria a bolsa pela manhã e foi o que fiz. Deixei a bolsa e ela já me atendeu com um mega sorriso. Olhou pras coisas sem acreditar.. Perdeu o celular e R$5 reais.
Me deu um abraço sincero e disse que não sabia como agradecer. Falei que não tinha feito nada demais.
Era umas 13 horas, eu tava almoçando e o celular tocou. Era do Disque-mensagens. Uma mensagem agradecendo pelo que eu tinha feito por ela num momento muito difícil que ela se lembraria sempre de mim.
Foi o presente que ganhei.
Um dia me sentido leve por saber que dessa vez a maldade não prevaleceu..
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Fiquei emo.
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