
Pediu um contrabaixo no natal passado. Comprei. Lembrei que precisava de uma capa para proteger o instrumento, de um cabo extra, de um amplificador, de uma faixa para segurar o bicharoco. Ela só se preocupava se ele era bonito ou não. Tonta, pensei. É preto e bonito. Ela ficou feliz. Tonto, todos pensaram.
uma coisa linda de se compartilhar: Catarinices.
download do livro que o Zander escreveu para a filha Catarina. fofo, fofo todo.

“A arte de terminar uma história de amor é guardar para si os momentos mundanos e transformá-los em gloriosos. Assim, podemos ter renovada a esperança do romance para os que virão e nos tornarmos repletos de querer bem a quem nos quis bem um dia”
~ Zander mata a pau. Admiro muito! [Continue lendo]
~ Foto tristezinha: Suzana M.
Published on 8 de September de 2010 .

“O ser humano limita-se na actualidade a “ter” coisas, mas a humanidade esqueceu-se de “ser”. Este último dá muito trabalho: pensar, duvidar, perguntar-se sobre si mesmo…”
~ Saramago
Published on 2 de September de 2010 .

“Eu quase nunca tenho um motivo bom para sorrir que não seja quando o Etevaldo aparece na porta de casa, de banho tomado e cara lavada, e boca cheirando a pasta de dente, me chamando pra brincar na pracinha em frente de casa. Essa mulher não é minha mãe, a minha mãe morreu e me deixou um apelido secreto, só meu e dela e uma fita verde de por no cabelo. “Pros dias especiais, minha filha”, então quando o Etevaldo vem eu ponho a fita e eu vejo pelo olho dele que ele acha bonito. Essa mulher ai sente inveja da minha mãe, eu sei, por isso que ela é tão zangada comigo. Mas meu pai esqueceu minha mãe e gosta dela e eu sou só uma criança, então eu não posso fazer nada a não ser chorar à noite ou sorrir bastante quando o Etevaldo aparece aqui. Acho que da próxima vez que eu precisar ir na padaria comprar o pão do café da tarde eu vou dar um jeito de pegar umas moedas pra mim então eu vou apostar com o Etevaldo uma corrida boba e perder e ai dar as moedas pra ele e sugerir como quem não quer nada pra gente ir tomar um sorvete. Ai eu sei que ele vai me pagar esse sorvete e eu venço essa besteira dele de achar que eu não posso pagar nada, nem um bombom nem uma maria-mole ou um quindim. Nessa vida a gente tem que ser esperta, senão vem uma velha dessas e nem deixa a gente tomar sorvete.”
~ dos amores possíveis de Pedro Jansen (aka queridón) [continue lendo]
~ e a fadinha de Matt Caplin.

via gtalk
Ele: posso te oferecer um disco do Jeff Buckley, aquele cara que canta Hallelujah e foi usada em Edukators e no fim daquele episódio do House?
Eu: sim
Ele: foi um disco que eu recebi por indicação de um amigo lá do trabalho com a seguinte indicação: para aqueles caras que estão há muito tempo sem a mulher ou com saudade fudida de alguém que gostam muito. [ou algo assim]
na época eu não era nada interessado em Jeff Buckley, nem nada. ouvi o disco sem querer e fui gostando a cada audição.
engraçado como quando penso em você, penso que minhas lentes para te ver não mudaram, mudaram sim as coisas que você me faz sentir e que me fazem mudar as lentes com que vejo o mundo. então, quando eu desejava, secretamente, que alguém aparecesse para que eu tivesse razão de sentir todo aquele aperto no peito pelas guitarras limpas e pela voz desconsolada, veio você, fora do timing, uns meses depois. mas ainda assim fundamental para me ajudar a encarar as coisas de outro jeito.
eu não sei se você conhece outras músicas dele, ou o único disco que ele lançou - chamado Grace -, mas aqui vão uma introdução e sete canções que, se não fizeram tanto sentido meses atrás, ontem, hoje, não vão fazer nunca, porque nunca quero sentir saudade de você.
mas se a saudade for inevitável e eu me sentir desamparado, bem, terei uma introdução e sete canções para manter o mundo à minha volta imerso nas lentes que você me apresentou.
Eu: …
~suspiros~
arrisquem: Grace - Jeff Buckley
[esse post mora nos meus rascunhos desde dezembro de 2009. É que faltava a foto certa, negote. ]

o sentido de viver às vezes é grande como salvar a vida de alguém. olhar um guri na rua e simplesmente reparar que ele precisa de você. tão grande como abraçar alguém que chora e não quer te dizer o motivo. tão grande quanto brigar com seu pai, sair de casa batendo a porta e à noite abraçá-lo, pois nem era grande coisa assim.
mas também tem sentido no pequeno. como deitar na grama e sentir o sol fortalecendo seus ossos e aquecendo seu rosto. como um bebê segurar com toda a força que tem o seu dedinho, para não cair da cama. como uma senhora te sorrir na rua, mesmo com as roupas rasgadas e as sacolas empilhadas. como perceber que justamente aquela pessoa está te olhando, como ninguém te olha.
resumindo: também não sei qual é o sentido de viver. porém, mais uma vez, não quero que seja em mim esse sentido. tem que ser para o outro, para os que estão ao meu redor. eternizar os momentos efêmeros. e que faça diferença na vida dos outros.
Por Gabriel Louback
E pra você, qual o sentido de viver?
Published on 1 de September de 2008 .

“Doido ou não, Rudy sempre esteve destinado a ser o melhor amigo de Liesel. Uma bolada de neve na cara é, com certeza, o começo perfeito de uma amizade duradoura.
Dias depois do início das aulas, Liesel começou a ir à escola com os Steiner. A mãe de Rudy, Barbara, o fez prometer andar junto com a menina nova, principalmente por ter ouvido falar da bolada de neve. A favor de Rudy, verdade seja dita, ele ficou feliz em obedecer. Não tinha nada daquele tipo de garotinho misógino. Gostava muito de meninas e gostava de Liesel (daí a bolada de neve). Na verdade, Rudy Steiner era um daqueles cretininhos audaciosos que gostam de se engraçar com as mocinhas. Toda infância parece ter exatamente um desses jovens em seu meio e suas brumas. É o garoto que se recusa a temer o sexo oposto, puramente porque todos os outros abraçam esse medo, e é o tipo que não teme tomar decisões. Nesse caro, Rudy já se decidira a respeito de Liesel Meminger.”
~trecho de A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak,p. 47.
Observações pertinentes:
- O livro é contado pela Morte (sem spoilers. Está na contracapa) e ela tem um “quê” da personalidade da Morte, de Neil Gaiman. Adorei ter percebido isso.
- Minha infância teve um desses meninos tempestivos. Entrou na minha vida quando eu tinha 9 anos e nunca mais saiu. Durante anos consegui escapar entre seus dedos e hoje somos várias coisas, além de amigos.
- É o típico livro que de tão interessante me rouba as poucas horas de sono que disponho. Tudo bem. São livros como este que alimentam esta categoria.
Enzo Rubino conseguiu capturar tanto êxtase juvenil nesta foto…