Archive for the 'música' Category

bruta flor

“Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói”

O quereres, de Velô tem quase a minha idade e com Chico cantando (e errando) beirou a perfeição.

mira e acerta

Ratatat é o “loop eterno” do dia, vai ser o da semana e também do mês, assim que eu concluir o download da discografia. Favorita do mixtape de Krose, a dica foi do Daniel Filho via messenger distraídos no horário de trabalho. O som dos caras me pegou de jeito e fez a minha noite.

The Cinematic Orchestra

Ontem não sabia o que escutar e pedi dicas pelo twitter. Rodrigo Muniz sugeriu The Cinematic Orchestra e partiu meu coração. Aposto que ele não tinha a intenção de me deixar deprê, mas as músicas são do tipo ideal para ouvir curtindo uma grande taça de vinho e uma bela dor de cotovelo. Saudades da família também vale.

A dica do vídeo foi twittada por felds e eu amei.
Os álbuns estão baixando devagarzinho, carinhosamente cedidos por Ivan Neto.
Fiquei emo. ^^

strange love

propaganda delícia da Levi’s.

[update]: Vibrei pela música escolhida para esse comercial. Depois de muito trabalho eis que descobri a dona dessa maravilhosa voz, Little Annie Anxiety Bandez. E não é que essa alma abençoada disponibiliza as músicas para download no site dela? Essa vai pro céu, com certeza.

“Once I had a strange love,
a mad sort of insane love,
a love so fast and fierce I thought i’d die
..”
Esse trecho não sai da minha cabeça.

Sobre noites em sampa, cerveja guinness e partidas doloridas.

Então que toda a graça da viagem está no pós-curso!

Na sexta, dia 14, saímos todos para comer uma bela massa com Gustavo Jreige (que meu subconsciente sequelado decidiu chamar de “Gustavo Jéiri”, por qualquer motivo dele e só dele). Descobri que o Conjunto Nacional é um lugar onde eu moraria fácil, tamanha a quantidade de coisas que eu adoro num mesmo lugar. Livraria Cultura, cinema alternativo, galeria de arte e restaurante italiano, que mais eu quero na vida? ;) Neste dia voltamos pro quarto eu, Bressane e Simone cheios de latinhas de sminorf ice. Bebida de mulherzinha, eu sei, mas é que estávamos iniciando Bressane no mundo do álcool.inhamos que ir devagar.

Sábado era o dia do #coffeecamp, certo? Saímos do curso e pegamos uma carona com Eder e chegamos cedo no Hotel. Eu e Simone nos arrumamos rapidinho que o Zander estava esperando e lá fomos nós. Cheguei na Starbucks babando na decoração do lugar! (Tá, eu sou lesa e aqui não tem Starbucks. #prontofalei) Vivs e Gabriel já nos esperava e um pouco depois chegaram Markun, Mafra, Adriano, Jeff Paiva e outros (a lista é enorme!)

starbucks.jpg

@markun, @vivstiemi, @bressane e @zander_cp

Daqui pra frente eu vou tentar resumir: Alguém puxou a conversa sobre cerveja. Falavam sobre todos os tipos e sabores, discutindo qual a “mais isso” e a “mais aquilo”. Eu participo pouco porque afinal, comparado a eles, eu conheço lhufas sobre cerveja. Mas num determinado momento Zander me pergunta com toda a seriedade que o momento propunha: “Sabine, você acredita em deus?” Foi então que eu percebi que o assunto era sério. Diante do rosto questionador e da pergunta tão solene, fiz a única coisa certa que podia fazer: ajoelhei-me aos pés dele e esperei o batismo, porque estava claro que todas as minhas crenças seriam colocadas a prova! Foi quando ele decretou:

- “Café? Não, café não! Chama todo mundo! A gente vai pro Asterix batizar a Sabineas. Ela vai tomar Guiness!”

Eu? Não disse nada. O que eu podia dizer? Há muito que eu já tinha entregado nas mãos de deus. :P

Chegando ao tal Bar Asterix e depois de uma pequena batalha para conseguir cadeiras conseguimos a primeira rodada de Guiness. Zander e Jeff Paiva negociando com o garçom e o restante do pessoal chegando, bebendo e twittando. Foi assim que o #coffecamp virou um encontro inesperado entre #nob e #botecamp. Naquela noite eu conheci pessoalmente Felds, Lou Martins e a linda Danidani. Jeff Paiva e Markun me enchendo de atenções me deixaram vermelha e sem graça. Eu e Marco Gomes praticamente continuamos amigos virtuais, tamanha a pressa com que ele chegou e saiu(sim, mocinho. Isso é uma reclamação!). Já eu e Fugita discutimos desde desenhos animados até possíveis propostas de casamento. :P
Estes e muitos outros fizeram da minha viagem algo definitivamente superior as minhas expectativas.

mesa.jpg

Não é a melhor foto.. mas era a melhor mesa!

Ah! Meu batismo foi devidamente feito e gravado! (Simone ainda me manda o vídeo. Tenho fé que manda.) Eu não saberia descrever a noite. Foram tantas conversas, tantas pessoas incríveis, tantas descobertas e aquele desejo enorme de ficar ali, de ser dali, de conviver com eles todos os dias. Eu sentia o calor da mesa e o frio da noite e estava bem, cercada daqueles estranhos conhecidos que me faziam morrer de rir e me envergonhar do meu deslumbre bobo, coisa de turista mesmo.

São Paulo amanheceu no domingo seguinte cinza e tristonha, como eu. Me despedi de Simone enquanto ela ainda dormia com uma máscara de vaquinha engraçada. Entrei no táxi e puxei conversa com o taxista pra não ficar olhando a cidade, com aquela sensação de despedida. Bressane silencioso durante o trajeto só me ajudava a manter o coração mais apertado.

Entrei no avião, sentei sozinha na fileira de 3 lugares, ainda na janela. O avião taxiou pela pista, pegou velocidade, levantou vôo. De certa altura eu vejo São Paulo pela janelinha e os olhos enchem de lágrimas. A sensação era a de quem está indo embora de casa. A cidade continuava mergulhada na neblina e no frio. Propagandas, os trocentos prédios, a poluição visual, tudo aquilo que a gente ouve falar de negativo sobre São Paulo naquela hora me pareciam ainda mais convidativo. Com os olhos assim brilhando me lembrei das conversas da noite anterior, das pessoas que conheci, da expectativa criada, da conta mais alta de toda minha vida e comecei a rir. Caramba, como eu estava feliz. Eu queria trazer algo de valioso daquela viagem, mas não esperava voltar com tanto. Na carteira cartões de visita que matariam de inveja qualquer colega de faculdade. No peito as lembranças que me matarão de saudades até o dia em que eu puder voltar pra ficar.

.. e eu tô ficando sentimental demais!

Quanto tempo pra chegar Outubro, hein? Ai que demora..

[update]
  1. Pronto, finalmente postado o resto da viagem. Agora Lou me deixa dormir em paz. rsrs
  2. Este é meu segundo e ultimo post gigante, prometo.
  3. Fotos desse dia no meu flickr ou em vários outros. Pesquise “nob” ou “botecamp” por lá e divirta-se! ;)
  4. O vídeo saiu!!!! (tá escuro mas tá valendo. dá pra me ouvir sendo boboca e o Zander se divertindo com isso. ;P

saldos do carnaval

pato-fu.jpg

Meu carnaval teve de tudo um pouco: ladeiras de Olinda, noites no Recife Antigo, shows incríveis, aniversário de sobrinha, trabalho, brigas, praia, cana com caldinho de feijão, mistureba de bebida e ressacas mortais, beijos e olhares fulminantes. Você sabe que a farra foi realmente boa quando amanhece no dia seguinte com marcas roxas pelo corpo e nenhuma lembrança de como a adquiriu. :P
Mas o melhor de tudo foi ontem, com Pato Fu fechando com chave de ouro. Nada como a Fernandinha Takai, linda e engraçada, cantando a pouquíssimos metros de distância (sim, eu sou tiete. Chego cedo pra colar no palco).

E para aqueles que não sabem, uma das músicas que mais instigam a galera num show do Pato Fu é Capetão 66.6fm. Bem, só estando lá pra saber, porque é insano! Mas fica o video abaixo para ajudar a passar a idéia:

e o de vocês, como foi?

J´adore la musique française

Em visita ao blog da Vivs Tiemi inspirei-me a compartilhar algumas “experimentações musicais” e vasculhando centenas de álbuns percebi que acima de qualquer outra a música francesa, mesmo não sendo a mais presente, é definitivamente a que mais me proporciona palpitações agradáveis.
E pra justificar o bem querer posso citar pelo menos 3 influências:

* a lembrança de meus pais dançando La Vie en Rose descalços e apaixonados na sala de casa;
* o “acaso” da escolha do nome Sabine, que é francês, por D. Maria Lucia (vulgo mãe-baixinha-invocada)
* e a ligeira coincidência de que todo candidato a genro de meu pai foram amantes da língua de Oscar Wilde e terem me dedicarem do Je t’aime ao joyeux anniversaire. ;)

Mas vamos as músicas:
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Francoise Hardy
Francoise (adoro este nome!) começou a compor e cantar aos 17 anos e não parou mais. É dona de uma voz calma e melodiosa, quase uma canção de ninar. Eu a conheci assistindo ao filme “As Invasões Bárbaras“, de Denys Arcand e L’Amitie faz parte da trilha sonora.

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Edith Piaf

Pequena, tímida e sempre de preto, Edith cantava a tragédia da vida e de seus intensos casos de amor e com isso era absolutamente adorada nos salões franceses. Dona de uma voz que mais parece o ronronar rouco de um gato, não precisou de muito esforço pra ganhar meu coração.

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Nouvelle Vague

A Banda Nouvelle Vague é um “coletivo musical” francês (segundo a wiki) que não compõe. Mas isso de fato não a desmerece pois eles conseguem fazer com que covers de sucessos do punk rock da década 80 sejam tão bons quanto os originais (em alguns casos beira a superação) Vocais femininos, delicados e estilizados a la bossa nova.

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Noir Desir

Noir Desir é pop rock da década de 80. O que foi que aconteceu para soar completamente novo para mim uma banda que tem praticamente a minha idade, eu não sei. ;P Mistura um vocal arranhado com arranjos gostosos, que me remetem imediatamente ao tempo dos bordéis franceses, com suas mulheres voluptuosas e taças de absinto.

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Emilie Simon

Emilie faz a linha infantil: voz fina, sussuros e trejeitos dengosos combinados a sons de brinquedos. Não é para todas as ocasiões, mas vale a pena conhecer.

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Músicas francesas são convites ao romantismo, ai ai…