“Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói”
O quereres, de Velô tem quase a minha idade e com Chico cantando (e errando) beirou a perfeição.
Ontem não sabia o que escutar e pedi dicas pelo twitter. Rodrigo Muniz sugeriu The Cinematic Orchestra e partiu meu coração. Aposto que ele não tinha a intenção de me deixar deprê, mas as músicas são do tipo ideal para ouvir curtindo uma grande taça de vinho e uma bela dor de cotovelo. Saudades da família também vale.
A dica do vídeo foi twittada por felds e eu amei.
Os álbuns estão baixando devagarzinho, carinhosamente cedidos por Ivan Neto.
Fiquei emo. ^^
[update]: Vibrei pela música escolhida para esse comercial. Depois de muito trabalho eis que descobri a dona dessa maravilhosa voz, Little Annie Anxiety Bandez. E não é que essa alma abençoada disponibiliza as músicas para download no site dela? Essa vai pro céu, com certeza.
“Once I had a strange love,
a mad sort of insane love,
a love so fast and fierce I thought i’d die..”
Esse trecho não sai da minha cabeça.
Em visita ao blog da Vivs Tiemi inspirei-me a compartilhar algumas “experimentações musicais” e vasculhando centenas de álbuns percebi que acima de qualquer outra a música francesa, mesmo não sendo a mais presente, é definitivamente a que mais me proporciona palpitações agradáveis.
E pra justificar o bem querer posso citar pelo menos 3 influências:
* a lembrança de meus pais dançando La Vie en Rose descalços e apaixonados na sala de casa;
* o “acaso” da escolha do nome Sabine, que é francês, por D. Maria Lucia (vulgo mãe-baixinha-invocada)
* e a ligeira coincidência de que todo candidato a genro de meu pai foram amantes da língua de Oscar Wilde e terem me dedicarem do Je t’aime ao joyeux anniversaire.
Mas vamos as músicas: ..
Francoise Hardy
Francoise (adoro este nome!) começou a compor e cantar aos 17 anos e não parou mais. É dona de uma voz calma e melodiosa, quase uma canção de ninar. Eu a conheci assistindo ao filme “As Invasões Bárbaras“, de Denys Arcand e L’Amitie faz parte da trilha sonora.
.. Edith Piaf
Pequena, tímida e sempre de preto, Edith cantava a tragédia da vida e de seus intensos casos de amor e com isso era absolutamente adorada nos salões franceses. Dona de uma voz que mais parece o ronronar rouco de um gato, não precisou de muito esforço pra ganhar meu coração.
.. Nouvelle Vague
A Banda Nouvelle Vague é um “coletivo musical” francês (segundo a wiki) que não compõe. Mas isso de fato não a desmerece pois eles conseguem fazer com que covers de sucessos do punk rock da década 80 sejam tão bons quanto os originais (em alguns casos beira a superação) Vocais femininos, delicados e estilizados a la bossa nova.
.. Noir Desir
Noir Desir é pop rock da década de 80. O que foi que aconteceu para soar completamente novo para mim uma banda que tem praticamente a minha idade, eu não sei. ;P Mistura um vocal arranhado com arranjos gostosos, que me remetem imediatamente ao tempo dos bordéis franceses, com suas mulheres voluptuosas e taças de absinto.
.. Emilie Simon
Emilie faz a linha infantil: voz fina, sussuros e trejeitos dengosos combinados a sons de brinquedos. Não é para todas as ocasiões, mas vale a pena conhecer.
.. .. Músicas francesas são convites ao romantismo, ai ai…