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sobre pequenas grandes declarações

via gtalk

Ele: posso te oferecer um disco do Jeff Buckley, aquele cara que canta Hallelujah e foi usada em Edukators e no fim daquele episódio do House?

Eu: sim

Ele: foi um disco que eu recebi por indicação de um amigo lá do trabalho com a seguinte indicação: para aqueles caras que estão há muito tempo sem a mulher ou com saudade fudida de alguém que gostam muito. [ou algo assim]
na época eu não era nada interessado em Jeff Buckley, nem nada. ouvi o disco sem querer e fui gostando a cada audição.

engraçado como quando penso em você, penso que minhas lentes para te ver não mudaram, mudaram sim as coisas que você me faz sentir e que me fazem mudar as lentes com que vejo o mundo. então, quando eu desejava, secretamente, que alguém aparecesse para que eu tivesse razão de sentir todo aquele aperto no peito pelas guitarras limpas e pela voz desconsolada, veio você, fora do timing, uns meses depois. mas ainda assim fundamental para me ajudar a encarar as coisas de outro jeito.

eu não sei se você conhece outras músicas dele, ou o único disco que ele lançou - chamado Grace -, mas aqui vão uma introdução e sete canções que, se não fizeram tanto sentido meses atrás, ontem, hoje, não vão fazer nunca, porque nunca quero sentir saudade de você.

mas se a saudade for inevitável e eu me sentir desamparado, bem, terei uma introdução e sete canções para manter o mundo à minha volta imerso nas lentes que você me apresentou.

Eu:
~suspiros~

arrisquem: Grace - Jeff Buckley
[esse post mora nos meus rascunhos desde dezembro de 2009. É que faltava a foto certa, negote. ]

ela gosta de gostar

“Ela era feliz a doidado. Seus vestidos, floridos, soltos, seu sorriso, bonito, seu corpo, lindo como poucos, seu desejo, excessivo, tenso, tesão intenso, ela queria sempre, sempre, queria amar todos os homens, gostava de homem, gostava de tudo neles, de quase tudo, gosta ainda: de barba, do cheiro, de ombros largos, gosta de peito com pêlos, de pernas longas, gosta de alisar, esfregar, arranhar, lamber e beijar. Gosta de gostar, porque muitas delas se atrapalham, com medo de se entregar. Mas ela, não. Adora se dar, adora se excitar e excitar.

Com o cara 1, ela foi pra cama no primeiro dia. Ele se jogou, ela lhe beijou, ele tirou a camisa, ela tirou seu vestido, ele olhou seu corpo, que lindo, disse, e ela adorou o elogio, tira tudo, ele disse, ela adiou, ficou de calcinha e sutiã, mas mergulhou nele, pegou nele, que lindo, ela disse, como ele é lindo, repetiu, examinou, tocou, beijou, chupou, e o cara disse, tira tudo, ela, calma, esfregou-se, amassou, rolou, subiu, tira tudo, calma, chupou, lambeu, apertou, tira, tá, ela tirou, e se comeram, trocaram tudo, totalmente.

Mas ele não ligou depois. Nem depois. Nenhum e-mail. Sumiu. Nunca mais ouviu falar dele. Que pena. Era o pau mais bonito da cidade. Que droga! O que fiz de errado dessa vez?”

_

~ crônica de Marcelo Rubens [continue lendo]
~ foto de Rengim Mutevellioglu. [btw, todo o ensaio deste link vale a pena. Delicinha de verão]

[do dia] blog

Eu poderia tentar explicar o blog dizendo que José Bértolo teve a brilhante idéia de printar cenas de filmes que traduzem bem a natureza do homem, mas seria rasa.

Poderia, com esforço, encontrar um meio de evidenciar a fina sensibilidade do rapaz ao escolher capturar cenas tão delicadas e cheias de verdades, mas seria boba.

Encontrem vocês a melhor justificativa para adorar o blog Imitações da Vida.

~ dica formidável de Rafael Campos.

preguiça

- sexta de amor e cerveja
- sábado de ressaca e trabalho
- domingo de futebol e sono
é.. foi um bom fim de semana.

~ janelão invejável da Jostein Walengen.

camiseta do dia

Tenho vários amigos queridos adeptos do bigodón.
Usaria em homenagem. ;}

~ da Urban Outfitters

as mocinhas de Catherine

Tenho uma boa e antiga lembrança da minha mãe sentada numa daquelas mesinhas antigas de telefone, batendo papos intermináveis com as amigas enquanto rabiscava numa folha qualquer. Os desenhos ela sempre largava no mesmo lugar, talvez pra continua-lo numa próxima conversa, mas os melhores eu rasgava e guardava pra mim (colado num diário porque eu fui esse tipo bobo de menina)

As ilustrações da Catherine Campbell lembram os desenhos de minha mãe. Eram sempre mocinhas de olhos pequenos, cabelos compridos e caracois de flores por todo lugar. Tão lindas..

da série: pessoas apaixonadas são apaixonantes #3

Me chegou por email com o título ‘nhoim’
Te acho um lindo, Pedro Jansen!

[do dia] mantra

pra imprimir e colar na mesa de trabalho.
~ do blog da lolla.

amor: essa palavra de luxo

Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
“Coitado, até essa hora no serviço pesado”.
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Meu pai me manda emails todos os dias.
Uns são só pra dizer ‘Oi!’, outros são pra reclamar minha falta de contato e as vezes rola aquele velho  .ppt de pai.
Mas o que ele mais me manda são poesias.
E assina sempre com um “te amo, dad pai
Derreto-me..

~ poesia de Adélia Prado
~ e uma foto dengosa de Mercedes Marie.

sounds good do dia: the clientele

lembra Belle e Sebastian, um pouco Joy Division e em algum lugar acho que ouvi uma batidinha a lá Beach Boys. É bom. Arrisquem.

#myspace #lastfm

e de tão puro se faz lindo

“.. porque o que tem me encantado no trabalho das pessoas que admiro é essa ‘cara de si’ que elas estampam naquilo que fazem, tendo no trabalho a expressão de si mesmo, de forma fiel, sincera e simples; que não se trai, não se afasta, mas aproxima o artista de sua obra, de si. Nos aproxima.”

concordo demais, Alisson.

~ texto e foto de Alisson Louback [continue lendo]
~ dica do primo coruja dele.

sorrir com os dentes

~ do tumblr bom da Roberta.

rolê

~ o rolê fotográfico de Nick McLean.

a boa da noite

afim de uma tecnerâ, poperô ou tuntz-tuntz hoje?
Ai vão algumas dicas.

[dica da Dani Arrais]

xxx

[a boa e velha baladEnha alternativa. Vi no twitter]

#tamojunto?

diagrama para apaixonados

~ a boa e simples arte de Nick Schmitz.