Tag Archive for 'amores possíveis'

minha jovem noiva..

“My young bride
Why are your shoulders like that?
Of a tired old woman
Like a tired old woman

My young bride
Why are your fingers like that?
Of the hedge in winter
Of the hedge in winter”

Uma vez por mês viajo para minha pós em Curitiba. Uma vez por mês o queridón monta uma playlist de puro amor com músicas para eu ouvir durante as 12hs de viagem, ida e volta. Esta é uma das minhas favoritas.

~ Young bride - Midlake
~ foto de Anna Morosini

apaixonar-se

Ele sugeriu e eu comprei a idéia.
10, pra ficar resumido. ;)

  1. Se apaixonar é bom porque faz você mudar o corte dos cabelos, lembrar de hidratar a pele depois do banho e fazer as unhas de 15 em 15 dias;
  2. Se apaixonar é bom porque te faz comprar lingeries delicadas, sensuais ou divertidas;
  3. Se apaixonar é bom porque te dá coragem de enfrentar aquela depilação pavorosa que dói o diabos, mas a louca que está te torturando garante que suuuper vale a pena;
  4. Se apaixonar é bom porque te faz repensar os lugares mais bacanas que você visitou para sugerir o passeio, separar livros para indicar a leitura dos teus trechos prediletos e rever trocentos gigas de músicas no HD para encaminhar aquela que é “a cara dele”;
  5. Se apaixonar é bom porque atualiza tuas idas ao cinema e listas de filmes “must to see”;
  6. Se apaixonar é bom porque faz valer a dieta, mesmo sabendo que vai quebrá-la por causa daquele jantar especial;
  7. Se apaixonar é bom porque te ensina - finalmente! - a receber elogios;
  8. Se apaixonar é bom porque os programas de domingo nunca mais serão boring, mesmo que seja só ficar em casa assistindo TV;

    [e as que mais gostei na lista dele:]

  9. Se apaixonar é bom porque finalmente você entende o que leva as pessoas à se casar;
  10. Se apaixonar é bom porque te faz querer que seja a última vez.

ponto de vista

[via tumblr]

todas as maneiras

[para que me conheça]

I love you without knowing how, or when, or from where,
I love you straightforwardly without complexities or pride:
So I love you because I know no other way.

[e que me entendas]

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira.

[para te conquistar]

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
Te amo directamente sin problemas ni orgullo:
Así te amo porque no sé amar de otra manera.

[e seduzir]

Je t’aime sans savoir comment, ni quand, ni d’où,
Je t’aime directement sans problèmes ni orgueil;
Je t’aime ainsi car je ne sais aimer autrement.

[e mesmo brigando]

Dich liebe ich ohne zu wissen, wie noch wann oder woher,
Dich lieb ich unmittelbar, problemlos, ohne Stolz:
Ich liebe dich so, weil ich anders zu lieben nicht verstehe.

[te amo]

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~trecho do 17º poema do livro “Cem Sonetos de Amor”, de Pablo Neruda;
- as delicadas mãos de Federico Erra;
- e Sigur Ròs.

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Update:

Durante um almoço, eu e minha prima discutíamos porque algumas línguas parecem ter surgido predestinadas a serem usadas durante a conquista, o sexo ou mesmo em brigas. A lembrança desta conversa, somada ao livro na cabeceira da cama, a música certa e uma taça de vinho nas mãos fez nascer o post. Eu sei o que parece, mas não é.

um grande prazer

“E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil à tua mão aberta pra quem é”

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Sério que eu fui ao show do Little Joy na quinta?
Sério que essa música tocou na balada de sexta?
ai ai, eu nem merecia..
:)

2008 foi…

… um ano incrível para mim.

Mas no começo admito que tinha poucas expectativas sobre ele. Durante todo o primeiro semestre trabalhei das 7h as 13hs em algo que não gostava, das 15hs as 18hs estagiava e em seguida assistia as aulas do último período do curso de Sistemas para Internet até as 22hs. A meia noite estava novamente na frente de um monitor, concluindo projetos acadêmicos e freelando até o corpo não aguentar mais ou amanhecer, o que viesse primeiro.

Naquela época eramos eu e Augusto para tudo. Morávamos juntos e ralávamos o diabos pra arrumar dinheiro para a faculdade e nos manter. Lembro que ele chegou a estagiar em quatro empresas diferentes pra gente dar conta do recado. Foi um período marcado por briguinhas bestas e muito vinho barato.

Em março decidi ir para São Paulo fazer um curso de Arquitetura da Informação. Naquela viagem conheci o lugar e as pessoas que mudaram tudo em mim (tá, eu sou exagerada). Voltei para Recife decidida a me mudar para Sampa assim que me formasse. Objetivo traçado, agora era correr atrás. Concluí o curso e projetos, montei portfolio e torci. Lembro que no momento em que disparei o último currículo para empresas de SP, por volta da 3 da matina, eu ainda não acreditava muito que as coisas poderiam acontecer. Então eu e Augusto fizemos uma brincadeirinha tipo “par-ou-ímpar” com os filmes que veríamos naquela noite (somos notívagos). O resultado apostava que alguém me ligaria em até 15 dias. Abrimos o vinho, assistimos o filme depois fomos dormir.

As 11hs da manhã do dia seguinte eu já tinha 4 entrevistas marcadas. No final da semana, 12. Uma semana depois desembarcava sozinha e insegura no aeroporto de Guarulhos, com duas malas pequenas nas mãos e todas as minhas economias no bolso. Desci do avião e fui engolida pelo caótico e incomparável cotidiano paulista, tendo que aprender rápido endereços e itinerários para chegar em lugares que nunca na vida tinha ouvido falar. Morei na casa de desconhecidos, passei quase um mês almoçando pão de queijo e suco de uva e pegando o caminho mais longo para chegar em casa. Mas certo como 2+2 são 4, eu faria tudo de novo.

Em sampa aprendi a viver uma vida em que é só eu e eu. Não tem outra pessoa para me ajudar a carregar as sacolas do supermercado, consertar a bendita janela do meu quarto que não para de gemer ou ser a companhia perfeita para os filmes que gosto. Os domingos parecem intermináveis e algumas pessoas superficiais demais. Ao mesmo tempo ganhei a vista nublada e repleta de prédios altos que eu sempre quis ter. As noites demoram mais a chegar e acabar, além de serem muito mais divertidas quando estou na companhia das pessoas certas. Ganhei também um pedaço de família que não conhecia e que garante meu equilíbrio. Com o tempo fui aprendendo a chegar onde queria e querer sempre chegar mais longe, mesmo me perdendo pelo caminho de vez em quando.

Quando 2008 acabou eu estava novamente na praia com meus pais e irmãos. Durante os fogos reparei nas mulheres de branco pulando ondinhas e jogando ramos de flores na água. Algumas crianças, aproveitando da distração dos pais, corriam ensandecidas com uma garrafa de champagne cidra nas mãos. Foi então que me lembrei de outros finais de ano e suas retrospectivas. Houve anos românticos, outros raivosos, alguns vazios. Houve aquele triste e repleto de lágrimas e um que foi bem solitário. 2008 tinha sido de longe o melhor, o mais intenso e o que me trouxe as maiores e melhores conquistas.

Foi nessa vibe que entrei em 2009 e dela ainda não sai.
Pretendo cultivá-la por um bom tempo, acreditando de verdade que este será um ano novo, melhorado e ainda incrível.

[título familiar, né @Lou? É que me deu preguiça. ;) ]
Foto do R.motti