afim de uma tecnerâ, poperô ou tuntz-tuntz hoje?
Ai vão algumas dicas.
[dica da Dani Arrais]
xxx
[a boa e velha baladEnha alternativa. Vi no twitter]
#tamojunto?
I’ll tell you in another life, when we are both cats..
afim de uma tecnerâ, poperô ou tuntz-tuntz hoje?
Ai vão algumas dicas.
[dica da Dani Arrais]
xxx
[a boa e velha baladEnha alternativa. Vi no twitter]
#tamojunto?
Hoje o dia começou mal. Dormi pouco, acordei atrasada e com crise de rinite.
A faxineira chegou em seguida e atacou a pia suja com tanta determinação que temi pela integridade física da minha coleção de canecas. Corri com a troca dos panos pra cama, coloquei edredon pra lavar (minha máquina é tão valente!), dei as instruções pro resto da faxina e sai. Como não tinha tomado café e não almoçaria tão cedo resolvi parar na padaria e pedir uma vitamina. O rapaz que me atende é um doce, faz o dobro da quantidade certa. Agradeço o copo sorrindo e procuro os canudinhos. Um velhinho bem velhinho me oferece eles. Peguei um, disse “obrigada” e me virei pra TV (tava passando O Corcunda de Notredame da Disney. Adoro!).
- “Esses canudinhos são tão fraquinhos, né?” - diz o senhor.
- “É.. são mesmo” - respondo sei lá eu porque. Nem eram, mas eu sou simpática, acho. E era um senhor de idade.
- “Posso te dar um mais grosso pra você chupar, se quiser”
Te ju-ro!
No pico do meio-dia um senhor teve o disparate de me soltar uma dessas!
Fiquei completamente envergonhada, claro. Tive nem resposta. Levantei roxa de vergonha, pedi a comanda ou a morte, o que viesse primeiro, paguei e sai. Meio andando, meio correndo.
Não sei onde está o erro nessas horas. Sou eu que tenho pouca malícia e não sei quando as pessoas serão grosseiras ou são os velhinhos que não são mais aquelas criaturas meigas e cheias de boas histórias pra contar de antigamente?
“E onde a sorte há de te levar
Saiba, o caminho é o fim, mais que chegar
E queira o dia ser gentil à tua mão aberta pra quem é”
.
Sério que eu fui ao show do Little Joy na quinta?
Sério que essa música tocou na balada de sexta?
ai ai, eu nem merecia..
![]()

… um ano incrível para mim.
Mas no começo admito que tinha poucas expectativas sobre ele. Durante todo o primeiro semestre trabalhei das 7h as 13hs em algo que não gostava, das 15hs as 18hs estagiava e em seguida assistia as aulas do último período do curso de Sistemas para Internet até as 22hs. A meia noite estava novamente na frente de um monitor, concluindo projetos acadêmicos e freelando até o corpo não aguentar mais ou amanhecer, o que viesse primeiro.
Naquela época eramos eu e Augusto para tudo. Morávamos juntos e ralávamos o diabos pra arrumar dinheiro para a faculdade e nos manter. Lembro que ele chegou a estagiar em quatro empresas diferentes pra gente dar conta do recado. Foi um período marcado por briguinhas bestas e muito vinho barato.
Em março decidi ir para São Paulo fazer um curso de Arquitetura da Informação. Naquela viagem conheci o lugar e as pessoas que mudaram tudo em mim (tá, eu sou exagerada). Voltei para Recife decidida a me mudar para Sampa assim que me formasse. Objetivo traçado, agora era correr atrás. Concluí o curso e projetos, montei portfolio e torci. Lembro que no momento em que disparei o último currículo para empresas de SP, por volta da 3 da matina, eu ainda não acreditava muito que as coisas poderiam acontecer. Então eu e Augusto fizemos uma brincadeirinha tipo “par-ou-ímpar” com os filmes que veríamos naquela noite (somos notívagos). O resultado apostava que alguém me ligaria em até 15 dias. Abrimos o vinho, assistimos o filme depois fomos dormir.
As 11hs da manhã do dia seguinte eu já tinha 4 entrevistas marcadas. No final da semana, 12. Uma semana depois desembarcava sozinha e insegura no aeroporto de Guarulhos, com duas malas pequenas nas mãos e todas as minhas economias no bolso. Desci do avião e fui engolida pelo caótico e incomparável cotidiano paulista, tendo que aprender rápido endereços e itinerários para chegar em lugares que nunca na vida tinha ouvido falar. Morei na casa de desconhecidos, passei quase um mês almoçando pão de queijo e suco de uva e pegando o caminho mais longo para chegar em casa. Mas certo como 2+2 são 4, eu faria tudo de novo.
Em sampa aprendi a viver uma vida em que é só eu e eu. Não tem outra pessoa para me ajudar a carregar as sacolas do supermercado, consertar a bendita janela do meu quarto que não para de gemer ou ser a companhia perfeita para os filmes que gosto. Os domingos parecem intermináveis e algumas pessoas superficiais demais. Ao mesmo tempo ganhei a vista nublada e repleta de prédios altos que eu sempre quis ter. As noites demoram mais a chegar e acabar, além de serem muito mais divertidas quando estou na companhia das pessoas certas. Ganhei também um pedaço de família que não conhecia e que garante meu equilíbrio. Com o tempo fui aprendendo a chegar onde queria e querer sempre chegar mais longe, mesmo me perdendo pelo caminho de vez em quando.
Quando 2008 acabou eu estava novamente na praia com meus pais e irmãos. Durante os fogos reparei nas mulheres de branco pulando ondinhas e jogando ramos de flores na água. Algumas crianças, aproveitando da distração dos pais, corriam ensandecidas com uma garrafa de champagne cidra nas mãos. Foi então que me lembrei de outros finais de ano e suas retrospectivas. Houve anos românticos, outros raivosos, alguns vazios. Houve aquele triste e repleto de lágrimas e um que foi bem solitário. 2008 tinha sido de longe o melhor, o mais intenso e o que me trouxe as maiores e melhores conquistas.
Foi nessa vibe que entrei em 2009 e dela ainda não sai.
Pretendo cultivá-la por um bom tempo, acreditando de verdade que este será um ano novo, melhorado e ainda incrível.
[título familiar, né @Lou? É que me deu preguiça.
]
Foto do R.motti
Uma hora da tarde, madrugada de domingo. Marco Gomes me liga, perguntando: “vai fazer o que hoje?” Eu tinha alguns compromissos marcados, mas todos resolveram me dar o bolo. “Vamos em … que vai ter uma festa …. ” Sonolenta, nem ouvi direito a proposta, retornei uma sms confirmando que ia, me arrumei e saí.
Metrô, caminhada, ônibus. Confiança é uma coisa besta, né? Só na metade do caminho que descubro para onde estava indo:
Estranho? Você não tem idéia!
Se me chamassem para um programa desses há alguns meses, eu diria: “tá louco???” Talvez se eu estivesse mais acordada enquanto ele explicava para onde estávamos indo eu dissesse a mesma coisa. Mas naquela hora lembrei de uma frase infalível do meu irmão: “Já tô fudid* mesmo..” Fui.
Mas verdade é que foi um dia sensacional. Vimos um pôr-do-sol lindo, conversamos nerdices sobre arquitetura da informação e interfaces humanas, passeamos morrendo de frio pela Paulista e pela Augusta repleta de grafites e jantamos burritos. No final do dia pude contar pelo menos cinco coisas que nunca tinha feito na vida. É um saldo bastante positivo para uma noite só, não acham?

Caroline Bittencourt não precisa ser apresentada.
Não sei que campanha SPostal é essa. Eu não sou de sampa ainda.
Então que toda a graça da viagem está no pós-curso!
Na sexta, dia 14, saímos todos para comer uma bela massa com Gustavo Jreige (que meu subconsciente sequelado decidiu chamar de “Gustavo Jéiri”, por qualquer motivo dele e só dele). Descobri que o Conjunto Nacional é um lugar onde eu moraria fácil, tamanha a quantidade de coisas que eu adoro num mesmo lugar. Livraria Cultura, cinema alternativo, galeria de arte e restaurante italiano, que mais eu quero na vida?
Neste dia voltamos pro quarto eu, Bressane e Simone cheios de latinhas de sminorf ice. Bebida de mulherzinha, eu sei, mas é que estávamos iniciando Bressane no mundo do álcool.inhamos que ir devagar.
Sábado era o dia do #coffeecamp, certo? Saímos do curso e pegamos uma carona com Eder e chegamos cedo no Hotel. Eu e Simone nos arrumamos rapidinho que o Zander estava esperando e lá fomos nós. Cheguei na Starbucks babando na decoração do lugar! (Tá, eu sou lesa e aqui não tem Starbucks. #prontofalei) Vivs e Gabriel já nos esperava e um pouco depois chegaram Markun, Mafra, Adriano, Jeff Paiva e outros (a lista é enorme!)
@markun, @vivstiemi, @bressane e @zander_cp
Daqui pra frente eu vou tentar resumir: Alguém puxou a conversa sobre cerveja. Falavam sobre todos os tipos e sabores, discutindo qual a “mais isso” e a “mais aquilo”. Eu participo pouco porque afinal, comparado a eles, eu conheço lhufas sobre cerveja. Mas num determinado momento Zander me pergunta com toda a seriedade que o momento propunha: “Sabine, você acredita em deus?” Foi então que eu percebi que o assunto era sério. Diante do rosto questionador e da pergunta tão solene, fiz a única coisa certa que podia fazer: ajoelhei-me aos pés dele e esperei o batismo, porque estava claro que todas as minhas crenças seriam colocadas a prova! Foi quando ele decretou:
- “Café? Não, café não! Chama todo mundo! A gente vai pro Asterix batizar a Sabineas. Ela vai tomar Guiness!”
Eu? Não disse nada. O que eu podia dizer? Há muito que eu já tinha entregado nas mãos de deus.
Chegando ao tal Bar Asterix e depois de uma pequena batalha para conseguir cadeiras conseguimos a primeira rodada de Guiness. Zander e Jeff Paiva negociando com o garçom e o restante do pessoal chegando, bebendo e twittando. Foi assim que o #coffecamp virou um encontro inesperado entre #nob e #botecamp. Naquela noite eu conheci pessoalmente Felds, Lou Martins e a linda Danidani. Jeff Paiva e Markun me enchendo de atenções me deixaram vermelha e sem graça. Eu e Marco Gomes praticamente continuamos amigos virtuais, tamanha a pressa com que ele chegou e saiu(sim, mocinho. Isso é uma reclamação!). Já eu e Fugita discutimos desde desenhos animados até possíveis propostas de casamento. ![]()
Estes e muitos outros fizeram da minha viagem algo definitivamente superior as minhas expectativas.
Não é a melhor foto.. mas era a melhor mesa!
Ah! Meu batismo foi devidamente feito e gravado! (Simone ainda me manda o vídeo. Tenho fé que manda.) Eu não saberia descrever a noite. Foram tantas conversas, tantas pessoas incríveis, tantas descobertas e aquele desejo enorme de ficar ali, de ser dali, de conviver com eles todos os dias. Eu sentia o calor da mesa e o frio da noite e estava bem, cercada daqueles estranhos conhecidos que me faziam morrer de rir e me envergonhar do meu deslumbre bobo, coisa de turista mesmo.
São Paulo amanheceu no domingo seguinte cinza e tristonha, como eu. Me despedi de Simone enquanto ela ainda dormia com uma máscara de vaquinha engraçada. Entrei no táxi e puxei conversa com o taxista pra não ficar olhando a cidade, com aquela sensação de despedida. Bressane silencioso durante o trajeto só me ajudava a manter o coração mais apertado.
Entrei no avião, sentei sozinha na fileira de 3 lugares, ainda na janela. O avião taxiou pela pista, pegou velocidade, levantou vôo. De certa altura eu vejo São Paulo pela janelinha e os olhos enchem de lágrimas. A sensação era a de quem está indo embora de casa. A cidade continuava mergulhada na neblina e no frio. Propagandas, os trocentos prédios, a poluição visual, tudo aquilo que a gente ouve falar de negativo sobre São Paulo naquela hora me pareciam ainda mais convidativo. Com os olhos assim brilhando me lembrei das conversas da noite anterior, das pessoas que conheci, da expectativa criada, da conta mais alta de toda minha vida e comecei a rir. Caramba, como eu estava feliz. Eu queria trazer algo de valioso daquela viagem, mas não esperava voltar com tanto. Na carteira cartões de visita que matariam de inveja qualquer colega de faculdade. No peito as lembranças que me matarão de saudades até o dia em que eu puder voltar pra ficar.
.. e eu tô ficando sentimental demais!
Quanto tempo pra chegar Outubro, hein? Ai que demora..
Então que cheguei agora em casa, depois de uma prova complicada, liguei o micro, olhei meu twitter e lembrei mais uma vez: fez um mês.
Coloquei uma música feliz pra poder sintonizar bem com as lembranças daquele 15 de março e resolvi de uma vez por todas publicar o post, mesmo sendo enorme e sabendo que nem 10% das pessoas que eu gostaria que o lesse vão fazê-lo. Paciência. E sabe por que? Porque a coisa mais gostosa nisso nem é que todos vejam, mas que eu relendo me lembre mais uma vez o quanto foi bom ter ido e o quanto será bom ir pra ficar.
*****
*/ Este é o post-diário-de-bordo de uma viagem de 3 dias a São Paulo. Aqueles que me conhecem (de antes ou da viagem) já sabem que eu falo pelos cotovelos. Pensem bem antes de continuar. /*
Então que eu estive em Sampacity, não é mesmo?
Morei em São Paulo a alguns anos atrás e por pouco tempo, mas esse tempo foi o bastante para que eu me apaixonasse pela “selva de pedra” que é a cidade. Fui embora prometendo a mim mesma voltar e durante anos procurei motivos para fazê-lo. Um dia Augusto me manda um email falando sobre o treinamento de arquitetura da informação ministrado pela JumpEducation.
- “Você devia ir, Bine.. Vai enriquecer seu currículo”.
- “Eu não sei, gusto. E estamos sem grana.. a despesa é grande, passagem, curso, hospedagem..”
Eu não precisava ser convencida a ir, mas meu bolso sim.
Depois de conseguir desconto na inscrição do curso, promoção na compra das passagens e ter convencido a muito custo que dividissem um quarto comigo, a viagem que era sonho transformou-se em realidade.
Como a oportunidade era única e valiosa, tratei de marcar encontro com deus-e-o-mundo pelo Twitter. Assim acertamos o #coffecamp ás 20h, Al. Santos. Saí de Recife pensando que pelo menos de uma festinha eu participaria. Eu realmente subestimava a capacidade dos paulistas se divertirem.
Passagens compradas, mala pronta, coração na mão e a insegurança de viajar sozinha. A idéia de pegar um avião, fazer conexões e chegar numa cidade que eu pouco conhecia me assustava tanto quando excitava. Twittei até a hora de entrar no carro (atrasada e sob o olhar repreendedor de Gusto) e ir ao aeroporto.
Entrei no avião, sentei na janela (sempre escolho janela. Eu sou muito menina pequena mesmo!) com o livro de Comportamento Organizacional que eu jurei estudar todos os dias mas só abri durante este vôo. Fones de ouvido tocando Eletric President e tanta expectativa que minhas mãos tremiam. Vi Recife ir embora e sorri ao perceber meu bônus extra: estava viajando na minha hora predileta, por volta das 16h30min da tarde, quando o sol está se pondo e as luzes são avermelhadas e intensas. Sentia-me ansiosa, confusa, feliz.
Após conexão em Brasília e beijos e abraços em Bruno, amigo de infância que não via a aproximadamente 10 anos, chego no aeroporto de Congonhas debaixo de uma chuva fininha e um frio delicioso. Bressane me esperava no desembarque (me reconheceu pelo all star. rá!) e fiquei aliviada quando o vi. Um primo da minha mãe que eu ainda não conhecia nos aguardava para levar ao hotel. Só descobrimos dentro do carro que nossa carona tinha outros planos pra gente. Ao invés de irmos direto pro Formule 1 (Paulista com Consolação. Não esqueço nunca mais.) atravessamos a
cidade rumo a Guarulhos para conhecer a família dele. “Vir pra cá e não conhecer suas primas não pode não! Não vale a pena“, ele dizia, e tinha razão. Meu encontro com sua esposa e filhas foi sem precedentes de tão absurdamente familiar. Conversamos, bebemos, pedimos pizza a uma da matina e recebemos (isso foi inédito na minha vida!) e nos despedimos cheias de apertos e choramigos com gosto de quero mais. Da próxima vez que eu for pra SP fico na casa deles, juro!
Hotel, enfim. Quase 2 da manhã e eu e Bressane continuávamos incomunicáveis com Louback e Vivs. Fomos dormir preocupados com o transtorno causado. Não, espera. Devo corrigir-me: EU fui *tentar* dormir ás 2 da matina. Bressane queria conversar até o amanhecer! Eu estava morta, com a adrenalina da expectativa se esvaindo do corpo e Bressane perguntando coisas que até hoje eu não acredito ter contado. (Eu tenho pouco juízo quando estou sonolenta e longe de casa). Quando ele finalmente cochilou o dia já tinha amanhecido.
E aí… a Simone chegou!!! Nos encontramos na recepção do hotel quando já estávamos de saída para ir ao curso. Olhei pra ela e percebi que Simone era melhor do que eu imaginava (ela vai achar que é babação. hihi): meio baixinha, cabelo curto, pele branca demais pra quem vive no Rio e cheia de acessórios alternativos interessantes. Tinha também a voz fina, quase infantil, além do forte sotaque carioca, coisa que é sempre engraçado de ouvir.
O Curso

O primeiro e segundo dia podem ser resumidos em: “yey, que legal! Mas podia ser melhor, não é mesmo?” Pois é. Para mim tudo parecia ótimo porque afinal, eu estava fazendo algo diferente, numa cidade diferente, com pessoas diferentes. Qualquer coisa me encantaria ao extremo. Hoje admito que esperava mais e já concordo com os comentários de Simone e Bressane de que poderia ter sido mais inovador e melhor elaborado. Lembrei de escrever isso na avaliação que recebi por email alguns dias depois.
*****
Dividido em dois pedaços pra não matar meus 4 leitores de aborrecimento.
Posto o resto amanhã.